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Sindilegis convoca assembleia para tratar sobre plano de carreira

Servidores da Assembleia cobram posicionamento de Marcelo Santos

Redes sociais

O Sindicato dos Servidores da Assembleia Legislativa e do Tribunal de Contas do Estado (Sindilegis) convoca uma assembleia geral extraordinária para o próxima terça-feira (10), às 14h. O encontro servirá para tratar da “falta de um retorno concreto da gestão sobre o Plano de Carreira”.

Servidores da Casa têm comparecido rotineiramente à galeria do plenário, onde colocaram uma placa que diz: “Plano de Carreira é compromisso!”. Em postagem nas redes sociais nessa segunda-feira (2), o Sindilegis afirmou que a Comissão de Plano de Cargos e Salários, criada em outubro de 2025 pelo presidente da Assembleia, deputado Marcelo Santos (União), finalizou uma proposta em fevereiro. Entretanto, ainda não conseguiu se reunir com a gestão para validar o documento.

“O prazo final está chegando e precisamos de definições urgentes. Não se trata de pressão, mas de respeito com quem mantém o serviço público funcionando todos os dias”, destacou o Sindilegis na convocatória para a assembleia extraordinária. A preocupação é de que, por conta do período eleitoral, a aprovação do novo plano de carreira fique inviabilizada este ano, se houver demora no início da tramitação.

No mês passado, o sindicato também realizou uma assembleia extraordinária para falar sobre a Lei Complementar 1.134/2025, que criou o polêmico Sistema de Mérito Funcional. Na ocasião, os servidores entenderam que o melhor caminho seria continuar lutando por melhorias para todo o funcionalismo, em vez de questionar a norma judicialmente.

Conforme revelado por Século Diário, por conta do novo sistema, pelo menos 27 servidores efetivos passarão a ser beneficiados, já neste início de ano, com aumentos salariais de até R$ 11,9 mil, em alguns casos. Entretanto, muitos funcionários da Casa apontam que a lei beneficia apenas um grupo específico que consegue indicações políticas para cargos de livre nomeação.

Devido à repercussão dos fatos, o Sindilegis publicou uma nova nota oficial sobre o assunto nas redes sociais. O sindicato reafirmou que defendia um “aprimoramento rigoroso da lei”, para que não resultasse em privilégios isolados, e que não aceitaria que o novo sistema fosse tratado como “ponto final” nas negociações por direitos.

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