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Domingo, 17 Janeiro 2021

Vicariato apresenta propostas de combate à fome para candidatos

arquidiocesevitoria_elainedalgobbo Elaine Dal Gobbo

O compromisso dos candidatos nas eleições deste ano com o acesso e direito à terra, ao teto e ao trabalho está expresso em uma carta escrita pelo Vicariato para Ação Social Política e Ecumênica da Arquidiocese de Vitória, por meio da Comissão para a Promoção da Dignidade Humana (CPDH) e da Campanha Permanente de Combate à Fome e Pela Inclusão Social. O documento apresenta propostas de políticas públicas de combate à fome.

A carta será entregue aos candidatos a vereador e prefeito nos 15 municípios que fazem parte da Arquidiocese: Vitória, Vila Velha, Serra, Fundão, Cariacica, Viana, Guarapari, Anchieta, Alfredo Chaves, Santa Leopoldina, Santa Maria de Jetibá, Domingos Martins, Marechal Floriano, Afonso Cláudio e Brejetuba. O grupo recorda que as eleições acontecerão em 15 de novembro, mesma data em que, na Igreja, foi instituído o Dia Mundial do Pobre, quando os católicos são convidados a refletir sobre a raiz da pobreza e como combatê-la. 

"Lembrança oportuna nesse tempo em que o mundo inteiro foi vitimado por um vírus que trouxe dor e morte, escancarando a desigualdade social e acentuando as injustiças, queremos fazer coro às suas palavras [do Papa Francisco], lembrando que 'o grande valor do bem comum é, para o povo cristão, um compromisso vital, que se concretiza na tentativa de não esquecer nenhum daqueles cuja humanidade é violada nas suas necessidades fundamentais'". 

Segundo o coordenador da Comissão para a Promoção da Dignidade Humana , João José Barbosa Sana, as 10 propostas do documento são resultados de uma construção coletiva. "Queremos vereadores e prefeitos comprometidos com o combate à fome. Trouxemos propostas factíveis para auxiliar a sair da crise, principalmente da crise humana, da deterioração das condições de vida", diz. Ele destaca que a ideia é que os candidatos assumam o compromisso assinando a carta, para que o grupo acompanhe os mandatos, averiguando se de fato as propostas serão efetivadas.

Entre as sugestões de políticas públicas estão o fortalecimento ou criação do Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea); organização de hortas urbanas agroecológicas; garantia do trabalho digno e seguro, geração de emprego e renda com incentivo ao associativismo, cooperativas de trabalho, fortalecendo iniciativas de economia solidária; políticas de habitação; e assegurar nos editais de contratação das empresas prestadoras de serviços aos municípios cláusula que garanta a contratação de mão de obra local que se encontra desempregada e preencha os requisitos de escolaridade e ou formação técnica exigida.

Constam também desapropriação de áreas próximas às cidades para facilitar a produção e assentamento de famílias da periferia, destinando terras públicas e terras devolutas existentes para assentamentos emergenciais; não fechamento de escolas do campo e fortalecimento do Fundo Nacional de Educação Básica (Fundeb); ampliação e fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS); fortalecimento das políticas públicas contra a violência às mulheres, crianças, adolescentes, idosos e comunidade LGBTQ+; além de política de Segurança Cidadã com participação da sociedade.

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