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Terça, 26 Janeiro 2021

Amigos e familiares lamentam morte de jovem a caminho da escola

Amigos e familiares lamentam morte de jovem a caminho da escola

A morte do jovem André Güering Westphal, de 18 anos, comoveu e revoltou seus amigos e familiares em sua cidade natal, São Domingos do Norte, no centro-oeste do Estado.



André era estudante do ensino médio e passou a estudar no município vizinho de São Gabriel da Palha, desde o início deste 2018, depois que o governo Paulo Hartung fechou o ensino médio noturno e a Educação de Jovens e Adultos (EJA) em sua escola original, a Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio (EEEFM) São Domingos do Norte.



Atualmente, o ensino médio na unidade funciona apenas no período matutino, impossibilitando que dezenas de jovens possam trabalhar. Para alguns, foi preciso largar os estudos. Outros tiveram que deixar de trabalhar e a maioria passou a frequentar escolas de outros municípios, que forneçam ensino noturno ou supletivo, já que a opção EJA foi praticamente extinta pelo governo em todo o Estado.



André se deslocava de motocicleta para São Gabriel da Palha, para o ensino médio noturno de lá. Na fatídica noite, sofreu um acidente fatal na ES-137, a caminho da escola.



Na página SDN em Foco, a irmã Gabriela Guering conta sobre a tragédia, em comentário numa publicação em que o responsável pela página, Anderson Ramires Pestana, informa o sepultamento do rapaz, ocorrido nessa quinta-feira (2).



Na publicação, Anderson destaca a vulnerabilidade a que ficaram expostos os jovens que perderam a possibilidade de estudarem em sua própria cidade. “É claro que só o criador sabe o dia da morte de uma pessoa, mas obrigar jovens de SDN a procurar educação pública em São Gabriel da Palha - ES, por meios próprios e sem o apoio de ônibus escolar, aumentam muito os riscos...”, comenta. “Como André queria...as aulas do Ensino Médio na Escola Estadual São Domingos, no período noturno, precisam voltar a funcionar”, conclama.



Colega de André na antiga escola, Antony Gabriel, também de 18 anos, precisou optar pelo supletivo oferecido pelo Estado em Colatina, a 60 km de distância. Estuda em casa e vai até a escola duas vezes por mês, o que lhe custa R$ 100,00 por mês, em média.



Em São Domingos, ele trabalhava durante o dia e ia a pé para a escola, sem custos. “É direito nosso estudar. E o governador vem e tira! Sem noção!”, protesta. “Tirar o recurso de uma cidade e colocar em outra, não faz sentido!”, reclama.



A política de Paulo Hartung e seu secretário Haroldo Rocha, de fechar o ensino médio noturno, EJA e mais de uma centena de escolas do campo tem provocado incontáveis problemas em centenas de comunidades rurais e milhares de jovens capixabas.

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