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Assembleia vai debater reajustes para a Educação em Guarapari

Categorias programam protesto para cobrar negociação com a gestão de Rodrigo Borges

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Espírito Santo (Sindiupes) convocou para esta sexta-feira (27), às 17h30, a primeira assembleia geral do ano destinada aos profissionais da rede de educação de Guarapari. O encontro vai reunir professores, merendeiras, porteiros, auxiliares de laboratório de informática e demais servidores da área para discutir uma pauta ampla e detalhada.

A discussão inclui reajustes salariais, aplicação do Piso Nacional do Magistério, progressões, abonos, benefícios e outras questões relacionadas a aposentados. Também será debatida a possibilidade de realização de um ato público no Dia da Educação, em defesa dos direitos dos profissionais.

O coordenador da rede municipal do Sindiupes, Adriano Alberto, destaca que a entidade tem cobrado compromissos claros da Prefeitura de Guarapari, sob gestão de Rodrigo Borges (sem partido), e a retomada das negociações com as categorias.

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Adriano enfatizou que o foco principal da assembleia é garantir que os servidores tenham salários compatíveis com a formação e experiência, além de benefícios adequados. “Vamos pressionar para a prefeitura resolver o achatamento dos salários, por isso a categoria vai analisar a proposta de fazer um ato público”, ressalta.

Entre os temas que serão debatidos, estão ainda situações apontadas pelos profissionais como injustas, como descontos indevidos relacionados a atestados médicos ou cumprimento de carga horária. “Temos casos em que a prefeitura começou a descontar questões referentes a atestados, mesmo quando o professor precisou estender suas atividades para cumprir as horas exigidas. Isso não é justo. Queremos que essas situações sejam revistas e que a valorização da carreira seja efetiva para todos os servidores”, destaca.

Um levantamento divulgado recentemente pelo Tribunal de Contas do Estado (TCES) mostra que Guarapari, juntamente com outros 55 municípios, oferece subsídio mensal inicial para professores com formação de nível superior na faixa de menos de R$ 4 mil. Para profissionais com especialização, a remuneração também não ultrapassa esse valor. Em 2025, ano base do estudo, o piso nacional era aproximadamente R$ 4,8 mil para uma carga horária de 40 horas. No Estado, onde a jornada é de 25 horas, a remuneração dos professores municipais estava abaixo do estipulado em lei ou se limitou ao valor mínimo, observa Adriano.

“Piso não pode ser teto. Nossa meta para este ano é aplicar o piso nacional com valorização da carreira. Para o professor iniciante, será garantido o piso. Para aqueles com graduação, especialização ou mestrado, a ideia é oferecer um reajuste proporcional, reconhecendo o investimento na formação e a experiência desses profissionais. O objetivo é valorizar a carreira de forma justa, sem deixar ninguém para trás”, aponta.

A assembleia também tratará de benefícios e direitos complementares, como pagamento de quinquênios, progressões, abonos e auxílio transporte e alimentação. Adriano afirma que a participação dos servidores vai definir o potencial das categorias para pressionar a prefeitura a assumir compromissos concretos. “A força dos servidores está na unidade. A assembleia é o espaço legítimo para decidir os próximos passos e, se necessário, definir medidas de mobilização. É fundamental que todos participem, expressem suas opiniões e votem nos pontos principais da pauta”, convoca.

Em julho do ano passado, a prefeitura concedeu reajuste de 6,27% para o magistério, de forma escalonada, para garantir a adequação ao piso de 2025. Embora a proposta de Rodrigo Borges tenha sido aprovada por unanimidade na Câmara Municipal, o projeto sofreu críticas por parte dos vereadores, já que a discussão inicial era que essa porcentagem fosse concedida a todos trabalhadores.

O Sindiupes também criticou o escalonamento, por considerar que a medida reduz o percentual de reajuste na proporção em que o investimento em formação do profissional aumenta. A avaliação da entidade é que a política causa o achatamento dos vencimentos dos professores e aumenta as perdas históricas da categoria.

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