Domingo, 19 Setembro 2021

Cursinho Tereza de Benguela abre vagas para professores e colaboradores

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Cursinho popular integrante da Rede Educação em Disparada, junto a outros projetos semelhantes espalhados pelo Brasil, o Cursinho Tereza de Benguela está com inscrições abertas até o final de março para professores e colaboradores voluntários interessados em construir a educação popular no Espírito Santo, "uma educação livre, popular e emancipadora".

Mutirões de "aulões" nos bairros, doações de livros e acompanhamento online formam a estrutura de trabalho de 2021, segundo ano pandêmico e terceiro de sua existência. Estudantes também podem se inscrever para ajudar nos núcleos de disciplinas ou em áreas como comunicação, finanças e cultura.

"A gente trabalha na defesa da educação pública e de qualidade e na democratização desses espaços. Então toda pessoa que quer entrar no cursinho numa universidade federal, é super bem-vindo", explana a coordenadora do Tereza de Benguela, Maria Isabel Cardoso, a Mabel, que é estudante universitária, de licenciatura em Física.
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"Nosso trabalho é voltado para o estudante, jovem ou adulto, que quer entrar na Ufes [Universidade Federal do Espírito Santo], quer completar o ensino superior, mas não tem como pagar um cursinho particular", conta, salientando que todas as aulas são 100% gratuitas e, todos os colaboradores e professores, voluntários. O financiamento do projeto é feito a partir de doações e ajudas de parceiros e apoiadores.

"A gente é um grupo de jovens organizados politicamente no Disparada", declara Mabel. O Disparada é coletivo nacional que tem a missão de organizar os jovens em seus diversos espaços, com atuação em três eixos centrais: movimento estudantil; movimento comunitário e territorial; e movimento cultural, este, com o Coletivo Crias da Utopia.

No cronograma de atividades, o Cursinho vai percorrer alguns bairros e comunidades da Grande Vitória, levando kits de livros pro Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e realizando "aulões". "Queremos mostrar para o estudante os seus direitos, como fazer pra se inscrever no Enem, como funciona a prova, técnicas de estudo", descreve.
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Depois dos mutirões, os estudantes receberão acompanhamento via internet, com atividades diversas: culturais e tutorias, que é o acompanhamento mais próximo dos voluntários com os alunos, além de postagens de vídeos para os alunos estudarem no momento que puderem, e grupos nas redes sociais para tirar as dúvidas.

Os cursinhos populares, exulta Mabel, "são uma porta, uma chance, uma oportunidade" para os estudantes que almejam o ensino superior e têm dificuldade em acessar cursinhos particulares caros. "Quanto mais cursinho popular existir para oferecer aulas, melhor para os estudantes", consagra, em respeito a outras iniciativas semelhantes no Estado e no país.

O resultado, celebra Mabel, é visível ao entrar na universidade pública: "a gente vê a universidade ficando mais preta, mais feminina, vai tendo mais pessoas alcançando aquele espaço, e tudo isso perpassando pela defesa de uma educação pública de qualidade e de projetos populares de educação".

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