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Sexta, 04 Dezembro 2020

Depois de pressão, governo envia secretário de Direitos Humanos para dialogar com ocupantes da Sedu

Depois de pressão, governo envia secretário de Direitos Humanos para dialogar com ocupantes da Sedu
Os estudantes secundaristas que ocupam o pátio da Secretaria de Estado de Educação (Sedu), Enseada do Suá, Vitória, conseguiram a abertura de um canal de diálogo com o secretário de Estado de Direitos Humanos, Júlio Pompeu. Na noite desta segunda-feira (21), os estudantes, reunidos em assembleia, decidiram trocar os cadeados dos portões da secretária para pressionar pelo uso do banheiro e chuveiro do local, vedado pelo secretário de Educação, Haroldo Rocha.



O resultado foi que o secretário de Direitos Humanos foi enviado na manhã desta terça-feira (22) para conversar com os estudantes. Segundo Jonas Lube, um dos ocupantes, Pompeu alegou que o secretário de Educação está irredutível quanto ao uso do banheiro e chuveiro pelos estudantes, mas que iria levar a demanda a Haroldo.



No momento em que acontecia a conversa, no entanto, a Polícia Militar quebrou o cadeado e entrou no pátio da secretaria. Ainda assim, os estudantes continuam com a ocupação, aguardando resposta sobre o uso do banheiro e chuveiro.



A Sedu foi ocupada na última quinta-feira (17) por estudantes que protestam contra  Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55/2016, a PEC do Teto dos Gastos; a Medida Provisória (MP) 746/2016, conhecida como a reforma do ensino médio; e outras medidas que representam a retirada de direitos. Os secundaristas também cobram do governo eleição direta para diretor das escolas e a criação de uma universidade estadual.



Na madrugada de sexta-feira (18) para sábado (19), depois de tentativas frustradas de negociação com o governo sobre a pauta dos estudantes, eles decidiram permanecer nas barracas no gramado da Sedu até serem atendidos pelo secretário de Educação. No entanto, as fortes chuvas e o vento gelado deixaram os estudantes desprotegidos.



Segundo nota pública divulgada pelo Movimento Nacional de Direitos Humanos no Estado (MNDH-ES), militantes de direitos humanos tentaram entrar em contato com o secretário de Direitos Humanos, para que houvesse permissão de abrigo temporário na recepção da Sedu, mas não conseguiram falar com ele.



Como a chuva e vento frio continuavam, os secundaristas decidiram se abrigar no prédio da Sedu, por meio de uma janela aberta. No entanto, o Batalhão de Missões Especiais (BME) da Polícia Militar foi acionado e obrigou os estudantes a saírem do prédio e voltarem para a chuva. O resultado da ação truculenta foi que alguns desses estudantes apresentaram quadro de hipotermia e cinco deles foram hospitalizados.



Na noite desta segunda-feira foi realizada uma vigília em frente à secretaria em solidariedade aos estudantes, promovida pela Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de Vitória (CJP/Aves) e pelo MNDH. Mais de cem pessoas participaram do ato público.



Segundo Jonas, a vigília fortaleceu os secundaristas, que devem permanecer mobilizados em busca de diálogo com a Sedu.

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