Quinta, 20 Janeiro 2022

Em assembleia, alunos da Ufes aprovam deflagração de greve estudantil

Em assembleia, alunos da Ufes aprovam deflagração de greve estudantil
Os alunos da Universidade Federal do Estado (Ufes) fizeram uma assembleia na noite desta quarta-feira (9) nos campi de Vitória, Alegre (sul do Estado) e São Mateus (região norte) e decidiram deflagrar greve estudantil. No total, foram 1.174 votos a favor da greve e 731 contra.



Nas assembleias, os alunos a favor e contrários à greve expuseram os argumentos antes da votação. As medidas sucateadoras da educação públicas, propostas pelo governo federal, são as principais causas da greve estudantil.



A greve dos alunos se junta à dos servidores técnico-administrativos da universidade, aprovada em assembleia também nesta quarta-feira e prevista para ter início na próxima quarta-feira (16). Já nesta sexta-feira (11), os docentes se reúnem em assembleia para deliberar sobre a deflagração de greve.



O movimento dos servidores reivindica a não aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55/2016, a PEC do Teto dos Gastos, e a manutenção e o cumprimento do acordo da greve de 2015 por parte do governo federal, que informou desconhecer as tratativas assinadas pelo governo anterior e pela Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra).



Os docentes e servidores se alinham aos estudantes secundaristas e universitários que ocupam escolas estaduais e prédios da Ufes contra as propostas que representam o sucateamento da educação, saúde e serviços públicos.



As medidas que retiram direitos dos trabalhadores estão expressas no Projeto de Lei (PL) 257/16 e na PEC 55 – que está no Senado e tramitou na Câmara como PEC 241 –, que propõem sérios prejuízos aos serviços públicos, com congelamento de salários, fim dos concursos públicos e a terceirização e privatização irrestrita.



O PL 257 desmonta os serviços públicos e penaliza a população. Ele acarreta no fim dos concursos públicos, demissões e privatização, aumenta a contribuição previdenciária de 11% para 14%, e impede aumento de salário (inclusive de aposentados) por 20 anos.

 
Já a PEC 55 representa investimentos congelados por 20 anos para saúde, educação, transporte público, moradia, segurança, saneamento, e tudo que seja serviço do estado. A medida propõe o congelamento dos gastos públicos por 20 anos, período em que o dinheiro economizado será canalizado para o pagamento da dívida pública, que atualmente consome quase metade do orçamento do País. O limite de referência dos gastos passa a ser o do ano anterior, com correção da inflação.

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