Quarta, 27 Outubro 2021

Majeski questiona resultados de escolas do Estado no Enem

O deputado Sérgio Majeski (PSDB) fez um pronunciamento na sessão da Assembleia Legislativa desta quarta-feira (5) sobre os resultados por escola do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O resultado desvela o abismo social entre a qualidade do ensino nas escolas públicas e particulares.


O resultado do Espírito Santo escancara a inoperância das políticas públicas estaduais para a área. Para um governo que prometia realizar um grande projeto de educação no Estado o aproveitamento das escolas públicas no Enem confirma que o plano fracassou. O Escola Viva, anunciado como "projeto revolucionário", após dois anos de governo, só contemplou quatro escolas, funcionando mais como vitrine para esconder o sucateamento da rede pública estadual. Ao contrário, serviu para priorar o que já era ruim. Para invstir no Escola Viva o governo fechou turmas e escolas. Promoveu cortes lineares que passaram a atingir também a manutenção e construção de novas unidades. O resultado do Enem se mostra coerente com a falta de investimentos na área.



O resultado do Estado – que tem três escolas estaduais entre os piores resultados do País – poderia ser ainda pior se entrassem na conta aquelas unidades que não têm o coeficiente mínimo para a avaliação.



No discurso na Assembleia, Majeski salientou que a partir de 2009 o Ministério da Educação divulgou a matriz do Enem, em que estão estabelecidas as competências e habilidades que o aluno do ensino médio deveria dominar ao final do ciclo do ensino média etapa de ensino médio, além de trazer conteúdos que deveriam ser aplicados no processo de formação final do aluno que pretende prosseguir os estudos no nível superior.



No entanto, a maioria dos currículos dos estados e das escolas não se baseou nisso. O deputado apontou que no mestrado que concluiu em 2013 pesquisou justamente as principais políticas no ensino médio, se aprofundando na questão do Enem. O tucano constatou que o ensino por competências e habilidades, modalidade criada nos anos 1990, nunca se tornou efetivo nas escolas, a ponto de os próprios profissionais de educação não saberem distinguir exatamente o que é competência e o que é habilidade. “O discurso da educação tem de ser muito mais profundo do que agora tomar medidas paliativas e dizer que está se dando uma resposta para este quadro trágico do ensino médio”, completou Majeski.

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