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Segunda, 21 Junho 2021

Núcleo lança grupo permanente de estudos antirracistas

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O Núcleo de Estudos, Pesquisa e Extensão sobre Violência, Segurança Pública e Direitos Humanos da Ufes (Nevi) lançará nesta quarta quarta-feira (24), às 19h, o Grupo de Estudos Antirracistas Lula Rocha, de caráter permanente, para estudar e debater racismo e questões étnico-raciais, aberto não só à comunidade acadêmica mas à toda sociedade interessada.

O grupo homenageia o ativista Lula Rocha, militante do movimento negro e dos direitos humanos no Espírito Santo e no Brasil, que faleceu em fevereiro em decorrência de complicações de saúde, aos 36 anos. "No planejamento do Nevi no final do ano passado, surgiu a demanda do grupo de estudos e, neste ano, foi entendida a necessidade de homenageá-lo por sua importância como figura militante dos direitos humanos, da questão racial, principalmente em relação à juventude", diz Jônatas Nery, estudante de Serviço Social e integrante do grupo de estudos.

O lançamento será com exibição no Instagram e Facebook do núcleo de um vídeo gravado com apresentação do Nevi e do grupo de estudos, depoimento dos pais de Lula, Penha e Isaías Santana, relembrando sua trajetória política e pessoal, e também de homenagem de vários movimentos sociais e diversas entidades do movimento negro capixaba.

No dia seguinte, quinta-feira (25), às 19h, o Grupo de Estudos Antirracistas Lula Rocha terá sua primeira atividade com o estudo da obra Pequeno Manual Antirracista, de Djamila Ribeiro, contando com as debatedoras Fany Serafim e Ana Paula Lyra, ambas pesquisadoras do Nevi. O encontro será feito online e exige inscrições prévias por conta da capacidade da sala virtual.

O grupo terá encontros mensais, que serão anunciados em suas páginas, cuja programação será definida a cada semestre letivo da Ufes. Enquanto durar o período de isolamento social por conta da pandemia de Covid-19, as reuniões serão todas na modalidade virtual.

"O grupo de estudos tem foco no antirracismo a partir da leitura de autoras e autores negros, com debates relacionados a diversas questões como saúde, segurança pública, política social e outras áreas, pois todos estão de alguma forma atravessados pelo racismo, como podemos ver nos índices de pobreza, de encarceramento, de mortes violentas, de acesso à vacinação contra Covid-19. Buscamos pesquisas enraizadas no social que tragam teorias que permitam decifrar melhor o fenômeno social que é o racismo", aponta Jônatas.

O Nevi reúne professores, pesquisadores e estudantes de graduação e pós-graduação, estando vinculado ao departamento de Serviço Social da Ufes. Jônatas Nery ressalta, porém, que o Grupo de Estudos Antirracistas Lula Rocha está aberto para além de integrantes de membros da universidade. "Estamos fazendo questão de publicizar em diferentes canais para que haja um público amplo e diverso nos debates, para que os debates que se fazem na academia sejam também acessados por outras pessoas que não necessariamente estejam dentro da universidade, como estudantes secundaristas e trabalhadores de diversas áreas que tenham interesse em discutir as relações raciais e aprofundar nessa temática importante e fundamental no contexto que se vive no Brasil e no mundo", pontua.

O calendário já definido inclui os estudos de Dialética Radical do Brasil Negro", de Clóvis Moura, no dia 22 de abril, e "Assistência Social, no enlace entre a cor e gênero dos que dela necessitam", de Gracyelle Costa, em 6 de maio.

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