Quinta, 18 Agosto 2022

Pesquisa constata que maioria dos professores já sofreu alguma agressão de aluno

O Anuário Brasileiro de Segurança Pública, lançado nesta sexta-feira (9), pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), traz um levantamento inédito sobre a percepção de violência nas escolas, tanto por professores e diretores, quanto por alunos. O estudo apontou que a violência nas escolas atinge de modo significativo a comunidade escolar brasileira.



Segundo o Anuário, no Estado 49,6% dos professores relataram já ter sofrido agressões verbais ou físicas por parte de alunos e 67,3% disseram ter presenciado agressões físicas ou verbais a outros alunos. No total, foram ouvidos 4.395 professores que trabalham no 9º ano do ensino fundamental.



O estudo concluiu que, apesar de existirem situações graves e de fato criminais – como ameaças e o efetivo atentado à vida de professores e diretores, bem como porte de armas, furtos e roubos – são ainda as pequenas violências cotidianas e de nível interpessoal – agressões físicas e verbais, intimidações e humilhações – as que mais se verificam no ambiente escolar.



Em nível nacional, a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar – realizada em 2012 e publicada em 2013 – revela que mais de um terço dos alunos do 9º ano do ensino fundamental (35,3%) sentiu-se em algum momento humilhado pelas provocações de colegas da escola nos 30 dias que antecederam à pesquisa, sendo que para 7,2% destes o sentimento de humilhação foi vivenciado com frequência. “É interessante perceber que a ocorrência desta situação foi indicada por um número maior de alunos do ensino privado (39,8%) do que do ensino público (34,4%), sugerindo que a existência de violências interpessoais nas escolas não deve ser determinantemente associada a fatores como o nível socioeconômico dos alunos ou à qualidade do ensino oferecido”, conclui a pesquisa. 
 
A percepção dos professores também corrobora pela percepção dos alunos. Além disso, foi constatado que são os alunos do Sul e do Sudeste que mais relatam esse tipo de violência interpessoal, sendo este fato menos presente nas regiões Norte e Nordeste.

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