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Quinta, 21 Janeiro 2021

Prefeito de Vitória continua sem dialogar com professores

Prefeito de Vitória continua sem dialogar com professores
Oito dias após o término da greve dos professores da rede pública de ensino de Vitória, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Espírito Santo (Sindiupes) manifesta sua indignação com a falta de respeito do prefeito com os educadores do município.



Descumprindo sua promessa, Luciano Rezende (PPS) ainda não reabriu as negociações com a categoria, mostrando sua falta de compromisso com a educação de qualidade na cidade. Os professores ainda não receberam qualquer resposta ao ofício que comunicava o fim da greve, no dia 24 de abril.



No comunicado, assinado pelo diretor de assuntos jurídicos, Paulo Loureiro, o Sindiupes cita ainda a falta de respeito do chefe do Executivo com o Ministério Público Estadual (MPES), “que tentou em vão intermediar o conflito estabelecendo uma mesa de negociação nunca respeitada pela administração”.



A entidade sindical relata a ausência da prefeitura na audiência com o Ministério Público, e “sua postura antirrepublicana em não reconhecer os atores legítimos da sociedade civil organizada”, além de enfatizar que sempre buscou o diálogo e encerrar o movimento o mais breve possível, “mas a administração, em sua intransigência, optou por criminalizar o movimento em detrimento do bom senso, cortando irresponsavelmente o ponto dos professores que defendiam bravamente seu direito em reivindicar melhores condições de vida”, protesta o Sindiupes, em referência ao corte de ponto de 30 dias imposto aos professores, incluindo os que não estavam em greve mas de férias e licença.



Outra medida autoritária tomada pela administração de Luciano Rezende foi a ameaça de demissão de todos os que persistissem no movimento paredista, a exemplo de pelo menos dois professores que foram sumariamente demitidos no dia 20. No mesmo dia, publicou um edital para contratação emergencial e temporária de professores.



O fato é que, acuados pelas duras retaliações e temendo sofrimento imposto a mais colegas, os profissionais suspenderam a greve. Um dia depois da decisão, tomada em assembleia extraordinária da categoria, estava previsto um protesto na Câmara Municipal, às 19h, durante audiência pública para prestação de contas da Seme pela secretária Adriana Sperandio. Na véspera do compromisso, porém, Adriana informou à Câmara sobre sua impossibilidade de comparecer, o que obrigou o cancelamento da prestação de contas.



Reivindicações



A principal reivindicação dos professores é a reposição das perdas inflacionárias dos últimos quatro anos, período em que Luciano Rezende não cumpriu com a lei e não realizou qualquer tipo de reajuste, tendo anunciado apenas um percentual de 3% referente a 2017, quando, no total, as perdas chegam a 28,5%.



Também integram a pauta de luta o cumprimento do Plano de Cargos e Vencimentos; o pagamento do auxílio-alimentação para quem tem duas cadeiras na rede municipal; a qualificação das compras públicas para a obtenção de materiais escolares de melhor qualidade; e a reforma e manutenção dos prédios públicos.



A greve durou um mês, de 26 de março a 24 de abril, e chegou a atingir 70% das escolas, afetando quatro mil professores e 35 mil estudantes.



No comunicado dessa quarta-feira, o Sindiupes reafirma: ”Queremos o atendimento das reivindicações, negociação efetiva com o governo municipal para que a categoria possa avaliar e retornar o ritmo normal de trabalho. Mas o governo de Luciano parece não se preocupar com o atendimento à população”.



E avisa que, “até que o a prefeitura retome as negociações, a categoria seguirá mobilizada, atenta, e de maneira nenhuma iniciará uma discussão de calendário de reposição da greve”. “O retorno da normalidade nas escolas é responsabilidade do governo municipal”.

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