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Quinta, 29 Outubro 2020

Professores da rede municipal da Serra fazem vigília na prefeitura por reajuste salarial

Os professores da rede municipal da Serra realizam uma vigília nesta segunda-feira (14), na sede da prefeitura, enquanto acontece uma reunião no local entre a administração municipal e representantes dos trabalhadores sobre as demandas da categoria. A próxima assembleia será realizada na terça-feira (15) para a discussão do resultado da reunião.



Os trabalhadores pleiteiam o reajuste salarial, que não foi concedido em 2015. O mote da campanha salarial é justamente “Mais um ano de reajuste, não!”, por isso já foram iniciadas as negociações com a prefeitura.



Além da falta de reajuste, não só os professores, como a comunidade escolar como um todo, se queixam da falta de estrutura física em escolas da rede municipal e da falta de segurança nas unidades.



No mês de janeiro deste ano, pelo menos duas escolas da rede municipal foram arrombadas, furtadas e vandalizadas. No dia 26 daquele mês, a Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Professor Darcy Ribeiro, no bairro Nova Almeida foi alvo de vândalos que, além de levarem câmeras e notebooks, também destruíram móveis e tentaram atear fogo em salas.



Já no dia 19 de janeiro, a Emef Jardim Bela Vista que foi alvo de criminosos. Na ocasião, foram roubados 15 ventiladores e a escola foi depredada. De acordo com a denúncia da Associação de Moradores de Jardim Bela Vista, a prefeitura da Serra cancelou o contrato com a empresa de alarme que atendia às escolas.



Insegurança



Anteriormente, os contratos dos vigilantes patrimoniais e dos porteiros também havia sido rescindido, o que suscitou uma denúncia do PSDB contra a prefeitura por conta da retirada da vigilância das escolas municipais.



De acordo com a denúncia, a medida foi implementada de maneira linear e acrítica, colocando professores, pais e alunos das escolas e creches em risco social.



Relatos da comunidade escolar do município dão conta que as 64 escolas municipais estão desguarnecidas, além dos 60 Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis). Com a retirada dos vigilantes patrimoniais e dos porteiros das unidades, os atos de vandalismo e furtos de equipamentos das escolas se intensificaram.



A denúncia aponta, ainda, que os dados do Portal da Transparência comprovam que a medida administrativa de retirar os vigilantes patrimoniais não guarda critério de economicidade, já que outros gastos de maior vulto vêm sendo realizados pela administração municipal, como shows, ordens de serviço e verbas publicitárias.



A denúncia pede que seja instaurado Inquérito Civil Público, preparatório de ação de improbidade contra a prefeitura e o prefeito Audifax Barcelos (Rede) e que os profissionais de vigilância patrimonial sejam reconduzidos, com urgência, para as unidades educacionais e observados os quantitativos da lotação ideal por unidade, tudo comprovado pelos Conselhos de Escola. 

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