Sexta, 24 Setembro 2021

Assembleia definirá a realização de greve sanitária no Ifes

ifes_vitoria_divulgacao Divulgação/Ifes

Os servidores do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) realizarão assembleia no próximo dia 10 de agosto, para discutir a possibilidade de realização de uma greve sanitária. A decisão foi tomada em assembleia realizada nessa terça-feira (27), diante do anúncio feito pela instituição de que, a partir do próximo mês, haverá uma transição das atividades pedagógicas não presenciais para um modelo chamado de "ensino flexível".

O Ifes divulgou no último dia 23 a Resolução do Conselho Superior nº 36/2021. O documento estabelece que, durante os meses de agosto e setembro, será iniciada a transição com a priorização de aulas de campo e de laboratório dos alunos finalistas. A partir de outubro, o retorno presencial dos demais estudantes será escalonado. Os campi vão definir a organização da transição e comunicar aos estudantes o passo a passo.

O diretor do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) – Seção Sindical Ifes, Thalismar Gonçalves, afirma que desde o início deste ano, a entidade vem defendendo que o retorno será seguro somente com pelo menos 70% da população vacinada. "A vacina está avançando, os casos de contágio, internação e óbito diminuíram, mas mesmo assim as mortes continuam, além de temermos os impactos das novas variantes", diz.

Thalismar afirma que, caso a greve sanitária não seja aprovada, uma alternativa a ser discutida é a criação de uma comissão autônoma de segurança sanitária, que terá como função averiguar se os protocolos sanitários de fato estão sendo cumpridos. Outro ponto de pauta da assembleia do dia 10 de agosto é a exigência de testagem para a comunidade acadêmica.

De acordo com o Ifes, a instituição de ensino conta com diretrizes e protocolos de biossegurança, como distanciamento, uso de máscaras e número de pessoas permitidas em cada ambiente, para o retorno gradual seguro às atividades presenciais. Além disso, estão mantidas as portarias que preveem que a presença de servidores e empregados públicos em cada ambiente de trabalho não deverá ultrapassar 30% do limite máximo de sua capacidade física, mantendo-se o distanciamento mínimo de um metro entre os agentes públicos, caso o município esteja classificado como de risco baixo no Mapa da Covid-19 do governo do Estado.

O protocolo também prevê que devem ser priorizados para a execução de trabalho remoto aqueles que se autodeclararam como parte de grupo de risco ou responsáveis únicos por criança em idade escolar.

Aulas na Ufes

Já a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) retoma a discussão sobre o ensino híbrido esta semana. Uma reunião do Conselho Universitário, marcada para esta quinta-feira (29), vai avaliar a possibilidade de retorno de algumas atividades presenciais no próximo semestre letivo, previsto para iniciar no dia 3 de novembro.

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