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Moeda de Troca: defesa de acusados tem prazo para alegações finais

O juiz da comarca de Santa Leopoldina (região serrana do Estado), Carlos Ernesto Campostrini Machado, determinou, nessa segunda-feira (1), a apresentação das alegações finais das 11 pessoas denunciadas na Operação Moeda de Troca. As defesas dos acusados de corrupção têm até 15 dias para se pronunciarem sobre o teor do processo. O Ministério Público Estadual (MPES) já pediu a condenação dos envolvidos em diversos crimes.

 

No despacho publicado no Diário da Justiça, o magistrado estabeleceu que os autos do processo devem permanecer em cartório. Esse é a última fase antes da prolatação da sentença em relação às denúncias apresentadas em 2010. Ao todo, tramitam duas ações sobre as fraudes na comarca: uma ação penal voltada contra empresários e laranjas acusados de participação no esquema; e outra denúncia contra ex-agentes públicos que teriam atuado nas irregularidades.

 

No último dia 20, o promotor de Justiça local, Jefferson Valente Muniz, responsável pela ação, também apresentou suas alegações finais no caso. O representante do MPES pediu a condenação das 11 pessoas denunciadas pelos crimes de formação de quadrilha, fraudes em licitações, corrupção passiva e até mesmo lavagem de dinheiro.

 

Valente Muniz sustentou a ocorrência de fraudes na contratação de shows para o carnaval de 2009 e 2010, além de irregularidades na locação de veículos, aquisição de carteiras escolares e obras de engenharia no município. O promotor apontou que todos os envolvidos mantinham relações para o cometimento dos crimes.

 

A quadrilha seria encabeçada pelos empresários Aldo Martins Prudêncio, Dennis Dazzi Gualandi, Paulo César Santana Andrade e Robson Souza Colombo (o Robson Rodeios). O quarteto teria o auxílio dos empresários laranja para a simulação de licitações, enquanto os servidores cuidariam da parte relacionada à prefeitura, como adulteração de documentos e até a retenção de editais de licitações para evitar a entrada de empresas que não fariam parte do bando.

 

Além dos quatro empresários, o Ministério Público pediu a condenação dos servidores municipais Izidoro Storch, Paulo Calot, Romilson Coutinho Ramos (ex-secretário de Serviços Gerais da prefeitura), além dos supostos laranjas Patrícia Pereira Ornelas Andrade, Adailton Pereira dos Santos, Rozélia Barbosa Oliveira e Antônio Carlos Sena Filho.

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