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Sexta, 23 Outubro 2020

FAO classifica horta comunitária de Vitória como exemplo de inovação em tecnologia social

FAO classifica horta comunitária de Vitória como exemplo de inovação em tecnologia social
Uma missão da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), com representações de doze países da América Latina e Caribe, visitou a Horta Comunitária Quintal da Cidade, na Cidade Alta, no Centro de Vitória, e a classificou como um exemplo de inovação em tecnologias social.



A visita aconteceu na tarde dessa quarta-feira (18), último dia da missão em Vitória, que teve objetivo macro de conhecer a experiência capixaba do Programa de Alimentação Escolar e das compras da agricultura familiar, por meio de um intercâmbio internacional promovido pelo Programa de Cooperação entre a FAO e o governo brasileiro.



“É uma forma de viver melhor, viver junto, é uma forma de produzir e de comer melhor, gerar saúde, gerar relacionamentos entre pessoas. Isso pra nós é um grande aprendizado, é uma boa referência que é possível fazer diferente”, afirmou Nadjila Velasco, coordenadora regional do Programa.



De fato, se o que motivou a criação da horta, pelos moradores da Rua Rubens Vervloet Gomes, há pouco mais de um ano, foi a retirada de lixo da rua, abandonada pela prefeitura municipal, hoje os motivos que mantém a união do grupo em torno do Quintal da Cidade extrapolam a questão elementar de limpeza pública e incluem a produção de alimentos saudáveis e a oportunidade de se relacionar com os vizinhos de forma segura e alegre.


“Tomou uma dimensão de convivência comunitária”, destaca a assistente social e hortelã Duda Bimbatto, precursora do projeto, junto com o marido. “Aqui nós realizamos sarau de poesia, oficinas artísticas, oficinas de educação ambiental, shows musicais, uma ocupação cultural da cidade”, relata.



Duda enfatiza também o sentido terapêutico da horta comunitária. “Cada hortelão tem uma motivação pra estar aqui. Pra alguns é uma terapia, que dá um novo significado pra vida”, conta.



As hortas comunitárias urbanas são uma tendência mundial. Promovidas por pessoas das mais diversas faixas etárias e socioeconômicas, têm chamado atenção do poder público que, aos poucos, fornece mais apoio às iniciativas populares. “No sul do País já tem política pública para as hortas urbanas”, informa a hortelã.



“Quando a gente recebe uma visita como essa e ouve palavras de incentivo, que valorizam o nosso trabalho, isso mostra que a gente está no caminho certo”, emociona-se. “Temos que ocupar as cidades de uma maneira saudável, sustentável, afetiva”, convida. 

 

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