Quinta, 27 Janeiro 2022

Moradores querem comprovação da necessidade de retirar árvore no Centro

poda_arvore_centro_FotoDivulgacao Divulgação

A possibilidade de retirada de uma árvore em frente à praça Ubaldo Ramalhete, no Centro de Vitória, fez com que a comunidade acionasse a prefeitura para esclarecimentos técnicos sobre a necessidade da ação. Moradores apontam que o dono de um imóvel alega que a raiz da planta afeta a estrutura de sua propriedade, entretanto, a comunidade cobra estudos técnicos que comprovem isso, uma vez que a árvore, um oiti, está no local desde 1925.

Foto: Divulgação

A moradora do Centro, Cristiane Martins do Canto, relata que, primeiramente, foi feita uma poda "drástica". Posteriormente, a comunidade soube que a árvore deveria ser extraída. Os moradores reivindicam que a extração seja suspensa até que se tenha informações técnicas do laudo da prefeitura, para saber se não há alternativas. Eles chegaram a acessar o sistema da gestão municipal, mas não tiveram acesso ao documento, que é público, devido à invasão de um hacker, que causou a retirada do sistema do ar.

Até o momento, a prefeitura encaminhou para a Associação dos Moradores do Centro (Amacentro) somente uma parte do laudo. O presidente da entidade, Lino Feletti, informa que o argumento é de que não é possível ter acesso ao restante do parecer, porque não foi inserido no sistema devido à ação do hacker. Nessa parte do laudo, consta que "após vistoria técnica ao local, foi constatado tratar-se de um exemplar arbóreo com copa densa, além de afloramento radicular [raízes superficiais causando danos ao pavimento] e posteriores danos ao imóvel frontal".

Cristiane ressalta que "a árvore pertence à comunidade, faz parte da história do Centro. Se de fato tem que ser retirada, se de fato está prejudicando a estrutura do imóvel, a gente vai querer trabalhar a política de compensação, outra tem que ser colocada. Não precisa ser uma muda, que demora a crescer, sabemos que no viveiro da prefeitura tem árvores já grandes que podem ser plantadas", afirma.

A Amacentro pontua ser contrária a remoções injustificadas de árvores, mas diz saber que "em alguns casos específicos pode ser necessária a remoção".

Lino destaca que, até o momento, não há informações sobre outra atividade de arborização ou desarborização na região do Centro. De acordo com ele, em setembro deste ano, quando foi apresentada a proposta de estudo para reurbanização das ruas Gama Rosa e Sete de Setembro, a Amacentro conversou com o secretário de Desenvolvimento da Cidade e Habitação, Marcelo de Oliveira, para defender que no projeto seja contemplada a questão da arborização.

A proposta da iniciativa de reurbanização é transformar as duas ruas em um polo gastronômico, com enterramento da fiação elétrica para evitar poluição visual, além de fazer obras de acessibilidade e restauração da praça Ubaldo Ramalhete.

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