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A arte de jogar pedras

Estamos às portas das eleições municipais de 2016, que funcionam como prévias de 2018, sem nenhuma novidade no horizonte, além de Paulo Hartung (PMDB) e Renato Casagrande (PSB). Por ora, as únicas liderança que estariam prepardas para disputar o governo em 2018.
 
Eleições municipais sempre foram uma avant premier das eleições para o governo. Ainda mais na circunstância de termos a reedição da disputa entre Casagrande e Hartung em 2018. 
 
Como de costume, Hartung age sempre à sombra em busca de danificar a imagem do adversário. O que, aliás, vem fazendo com Renato desde o primeiro dia em que chegou ao Palácio Anchieta.
 
Diferentemente do ex-governador Renato Casagrande, que tem ido para o confronto com PH de cara limpa. Defendendo com unhas e dentes o legado de seu governo, mas correndo o sério risco de, mesmo assim, virar réu. O que até agora, para a sorte do socialista, não ocorreu.
 
Mas Paulo Hartung manobra para conseguir seus objetivos, como vem fazendo na Assembleia Legislativa para rejeitar as contas do antecessor, muito embora elas tenham sidas examinadas e aprovadas por unanimidade pelo Tribunal de Contas. 
 
Está tudo preparado para que essa armadilha “capture” Casagrande na Assembleia. O governador utiliza-se, inclusive, de um ex-secretário do governo do próprio Renato Casagrande, o atual deputado estadual Rodrigo Coelho (de saída do PT, ainda não se sabe pra onde) para manobrar no sentido da rejeição de suas contas do ex-governador.
 
Aliás, esse Coelho vale um parágrafo inteiro. Sua biografia é de um político que não prática um princípio básico da boa política: a lealdade. O que está a fazer com o Renato é incrível, pois ele trabalha para rejeitar as contas de um governo do qual ele fez parte. Foi secretário de Assistência Social por mais de dois anos quando saiu das eleições de 2010 como suplente. Seria acomodado na Assembleia mais tarde, graças a Casagrande, na cadeira do então deputado Rodrigo Chamoun, que assumiu como conselheiro do Tribunal de Contas.
 
Mas não foi só Casagrande que Coelho traiu, o deputado também vem agindo de má-fé com o próprio PT. As alegações que ele apresenta para deixar a legenda soam como covardia a um partido que o acolheu e embalou a sua vida política.
 
Mas Coelho está pagando um preço alto por seu perfil desleal. Quis entrar no PMDB, do governador Paulo Hartung, mas o diretório de Cachoeiro de Itapemirim fechou as portas para ele. Tentou na Rede pelas mãos do prefeito da Serra, Audifax Barcelos, e também deu com a cara na porta. Pior, o não foi público e ainda causou um mal-estar dentro da Rede. Além de Audifax, ninguém queria o deputado no novo partido.
 
Depois desse parêntese para mostrar que é Rodrigo Coelho, voltemos às disputas eleitorais 2016/18. Ou Renato aprende a jogar pedra, ou vai continuar apedrejado por mãos de terceiros, porque há outros Rodrigos por aí prontos para servirem PH. Pois do jogo que já está sendo jogado entre os dois, Renato é o único alvo de PH. Porque, por enquanto,  não existem outros candidatos ao governo. E a recíproca deveria ser verdadeira, pois o PH é o único alvo do socialista. Mas Renato resiste em não jogar pedra no adversário. Está na hora do Renato se disciplinar para golpear também.
 
Vamos ver como o ex-governador vai se comportar nas eleições municipais. Ele tem tudo para se sair bem. Para quem nas eleições anteriores derrotou PH na Grande Vitória, Renato tem quase que obrigação de ter palanque, pelo menos, nos grandes municípios, onde a disputa e mais concentrada e acaba ganhando mais visibilidade. Renato Casagrande precisa entrar inteiro na disputa para mais tarde não alegar que foi novamente vítima de uma “assalto político”. 

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