Quinta, 11 Agosto 2022

A vez dos pequenos

A disputa eleitoral deste ano mostrou uma mudança muito forte na distribuição de forças políticas no Estado. O antes todo poderoso PMDB, do ex-governador Paulo Hartung, perdeu terreno, diminuindo seu número de prefeituras, de 21 para 13.



No sentido contrário veio o PSB, do governador Renato Casagrande, que subiu de 13 prefeituras em 2008 para 22 na eleição desse domingo. Apesar de ser uma força nacional e ter o governador do Estado, o PSB não era considerado até então um partido forte. Agora, aumentando sua base municipalista e conseguindo uma inserção na Grande Vitória, com Audifax Barcelos, na Serra, ganha importância



O PSB vinha fazendo um trabalho de fortalecimento que começou em 2010, com a eleição de Casagrande, um fortalecimento que se consolidou agora em 2012.



Dentro do quadro de antagonismo nacional, PT e PSDB saíram numericamente com o mesmo tamanho da disputa deste ano, mas os pesos políticos favorecem o PT. Tucanos e petistas lançaram 15 candidaturas no Estado e saíram do primeiro turno com seis prefeituras cada um. Luiz Paulo Vellozo Lucas pode desequilibrar em Vitória em favor do ninho tucano, mas chega em desvantagem ao segundo turno.



No mais, os tucanos não conseguiram êxito nos chamados grandes municípios. O PT perdeu a Capital e Cariacica, mas conseguiu manter Colatina e Cachoeiro de Itapemirim. Pontos para o PT.



Mas a eleição também mostrou novos caminhos políticos que começam a ser trilhados. Dois partidos que sempre figuraram como forças auxiliares ganharam protagonismo nesta eleição.  O PPS, do deputado Luciano Rezende, vai disputar o segundo turno em Vitória e em Cariacica. Se vencer, o partido entra no jogo político com uma voz de comando muito forte.



O DEM, do deputado Rodney Miranda, também chegou ao segundo turno com um destaque para o desempenho do deputado. O partido que hoje tem uma das maiores bancadas da Assembleia, passou por momentos de dificuldades, perdeu quadros e nacionalmente correu risco até de desaparecer.



Se Rodney confirmar a vitória na disputa de Vila Velha, dará uma sobrevida ao partido. Apesar de ter perdido na disputa da Serra e em Colatina, o PDT também conseguiu um fortalecimento, sobretudo pelas vitórias em Aracruz, com Marcelo Coelho, e Linhares, com Nozinho Correia, o que o mantém no jogo político do Estado.



O que todos esses partidos precisam agora é conseguir manter um arco de alianças que garanta suas governabilidades. Sem muitos quadros para compor suas equipes, precisarão do apoio das bases para consolidar seus ganhos na disputa deste ano.





Fragmentos:



1 – A surpresa da chegada dos candidatos que estavam em segundo na frente para o segundo turno, deixou os antes favoritos abatidos. Se não levantarem a cabeça, vão perder.



2 – O que Rodney Miranda (DEM), Luciano Rezende (PPS) e Juninho (PPS) têm em comum? Partidos pequenos, rejeição baixíssima e estratégia muito forte.



3 – Dois nomes perderam ganhando nessa eleição de Vitória: Iriny Lopes (PT) e César Colnago (PSDB). É só saber colar direitinho os cacos da  disputa deste ano.

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