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Acusado de ‘rachid’ e ameaça, assessor especial é exonerado da Casa Civil

O presidente do partido embrionário UDN (União Democrática Nacional), Marcus Alves, foi exonerado do cargo de assessor especial da Casa Civil que ocupava no Governo do Estado. A exoneração foi publicada no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (15). O motivo é um boletim de ocorrência lavrado na última sexta-feira (11), acusando Alves de um esquema de “rachid” e ameaça de morte.
 
O boletim foi registrado pelo ex-servidor da Assembleia Legislativa, Francisco Felix da Costa Netto. De acordo com o boletim, o denunciante afirma que conheceu Marcus Alves em junho de 2016, quando ele lhe ofereceu uma proposta de emprego. 
 
O emprego seria um cargo na Assembleia. Disse também que a remuneração seria de R$ 4 mil, mas que o Francisco ficaria com R$ 1 mil e devolveria R$ 3 mil a Marcus, pratica conhecida como “rachid”. No combinado, o dinheiro seria entregue dentro a Casa Civil, onde Marcus Alves atuava até essa segunda-feira (14) como assessor especial. 
 
Ainda, segunda a denúncia, Marcus Alves teria obrigado Francisco a contrair um empréstimo no Banestes de R$ 35 mil, a ser pago em 27 parcelas de R$ 1,9 mil e que teria pago cinco parcelas. Francisco afirmou ainda que março de 2017 foi exonerado e temendo pela dívida contraída, quitou a dívida com o banco usando o próprio dinheiro do empréstimo, que ainda não teria entregue a Marcus Alves. 
 
Felix também afirmou que em julho passado, por causa da criação do partido UDN, foi obrigado a assinar como presidente da sigla. Na quinta-feira (10), Felixo afirma que Marcus Alves, na companhia de dois homens que se passaram por seguranças, foi à casa dele e o obrigou a assinar termo de renúncia como presidente do partido e que na sexta-feira (11), o ex-assessor especial apareceu na casa dele e exigiu o dinheiro do empréstimo. Francisco teria argumentando que devolveu o dinheiro e que eles teriam ido até a agência, onde ele teria sacado R$ 7 mil das economias e entregue a Marcus Alves sob ameaça, inclusive de arma de fogo. 
 
‘’Orquestração’’
 
Procurado pela reportagem na manhã desta terça-feira (15), Marcus Alves confirmou que o motivo de sua exoneração da Casa Civil foi a denúncia de Francisco Felix da Costa Netto. Ele afirmou que está sendo vítima de uma “orquestração para derrubá-lo”. Acrescentou que ajudou Felix e que não esperava essa ação. “Até de rachid estão me acusando”, disse Marcus Alves em tom emocionado. 
 
Ele acredita que sua movimentação política foi a motivação para derrubá-lo. Alves se desfiliou do PRP, partido que presidia no Estado, e está construindo nacionalmente uma nova legenda, a UDN, da qual é o presidente nacional e busca a regularização.
 
Marcus Alves disse que vai procurar seus advogados para tomar as providências legais. “Tenho fé em Deus. Não devo nada e vou provar isso. Montaram um esquema para me derrubar, porque estou fazendo essa movimentação para criar um novo partido. Não sei se é inveja, mas estão querendo me derrubar”. 
 
Marcus Alves ficou famoso nos meios políticos por adotar uma estratégia eleitoral que garantiu um crescimento político forte ao pequeno PRP no Estado. Angariando lideranças de peso político pequeno e pulverizando a coligação, ele conseguiu no último pleito estadual, de 2014, quando o partido elegeu três deputados estaduais à época: Dary Pagung, Almir Vieira e Hudson Leal. Marcus Alves, aliás, foi adjunto do gabinete de Pagung entre 2008 e 2015. 
 

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