O segundo secretário da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, Cacau Lorenzoni (PP), articula a apresentação de um projeto de lei na Casa para antecipar a eleição da presidência do Legislativo. Para os meios políticos, esta é uma forma de os aliados do atual presidente, Theodorico Ferraço (DEM), reagirem à investida palaciana para barrar a quarta recondução do demista no comando daquele poder.
O grupo de Ferraço estaria se movimentando para tentar realizar a nova eleição antes do retorno à Casa do deputado licenciado Rodrigo Coelho (PDT) que comanda a Secretaria de Estado de Assistência Social e seria o nome do governador Paulo Hartung (PMDB) para comandar a Casa.
Rodrigo já estaria se reunindo com alguns deputados para um bate-papo informal, sem tocar no assunto, mas para estabelecer uma conexão com o plenário. Não há muita disposição dos deputados, porém, em encarar uma gestão de Coelho até 2018.
Nos bastidores da Assembleia, os deputados entendem que o perfil oscilante de Ferraço é o ideal para o Legislativo neste momento político de incertezas sobre o futuro. Também pesa nessa discussão a falta de interesse do governo em contemplar os deputados estaduais com as emendas individuais do Orçamento 2015 em um momento em que o Legislativo começa a discutir a peça orçamentária de 2017.
Os deputados estaduais estão discutindo a eleição da Mesa desde antes do processo eleitoral. Como Ferraço saiu derrotado em suas bases eleitorais, no sul do Estado, criou-se a expectativa de que ele não tivesse força política para emplacar mais uma reeleição, mas o presidente da Casa parece ser a única solução viável para os deputados neste momento político.
Caso se confirme a reeleição de Ferraço, será a quarta vez que o demista é conduzido à presidência da Assembleia, depois que a reeleição foi proibida na gestão Claudio Vereza (PT) no início dos anos 2000. Várias emendas ao regimento foram feitas desde que Ferraço assumiu um mandato tampão com a ida de Rodrigo Chamoun para o Tribunal de Contas, em 2012.

