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Aliados do prefeito enfrentam dificuldade para conquistar territórios políticos em Vitória

No último domingo (13), o bairro Grande Vitória, na Capital, elegeu os integrantes da Chapa 3 para a nova diretoria da associação de moradores. Assim como aconteceu no bairro Tabuazeiro, o grupo ligado ao prefeito Luciano Rezende (PPS) perdeu a disputa. As  movimentações da base apontam para uma tentativa de ocupação de espaço político, com vistas à disputa de 2018. 
 
Na eleição do último domingo, a Chapa 2 ganhou o reforço do secretário de Gestão, Planejamento e Comunicação, Fabrício Gandini (PPS), e o vereador Dalto Neris (PTB). Mas o grupo do prefeito foi derrotado. Isso mostra é disputa por espaços políticos na cidade será dura. 
 
A base de Luciano Rezende está localizada na faixa litorânea do município, ou seja, da Praia do Canto até Jardim Camburi, principal reduto de Gandini, para que o prefeito consolide uma base forte, sobretudo para a sucessão à prefeitura, em 2022, com o próprio secretário, inclusive, o grupo precisa ampliar essa ocupação de espaço. 
 
Até porque, o grupo pensa em eleger Gandini para a Câmara dos Deputados na eleição do ano que vem, e para isso ele precisa ampliar seu capital político, já que não tem reduto fora de Vitória. Até mesmo em sua principal base, Jardim Camburi, Gandini tem enfrentado dificuldades. No ano passado, a eleição da associação de moradores do bairro mais populoso de Vitória, foi uma verdadeira queda de braço entre o grupo do prefeito e de outras lideranças do bairro. 
 
Gandini também tentou influir na eleição da associação de moradores de Jardim da Penha, mas seu grupo mais uma vez saiu derrotado da disputa. Mesmo com as derrotas, as eleições de bairro tem sido um bom exercício para o grupo do prefeito, que consegue com isso arregimentar lideranças locais. Como o PPS é um partido pequeno no Estado, essa é uma boa oportunidade para negociar quadros para a sigla.

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