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Aliança entre PSB e PMDB cria palanque imbatível em Colatina

A construção de um palanque que abrigue o PSB e o PMDB em Colatina, como destacou a coluna Praça Oito, do jornal A Gazeta, nesta quarta-feira (27), caso se concretize, terá uma força muito grande na disputa eleitoral deste ano no município. Sozinhos Tadeu Marino (PSB) e Sérgio Meneguelli (PMDB) não teriam a musculatura necessária para a disputa, juntos, porém, o palanque ficaria praticamente imbatível. 
 
Além do enfrentamento estadual entre o governador Paulo Hartung (PMDB) e o ex-governador Renato Casagrande (PSB), a posição no palanque também deve ser uma aresta a ser aparada nessa discussão. Meneguelli afirma que não abre mão da cabeça de chapa, mas o PSB é o partido mais próximo da cadeira de prefeito. 
 
Se o presidente estadual do partido, deputado federal Paulo Foletto não tivesse aberto mão da disputa, ele seria o candidato favorito no pleito e essa situação pode ser um diferencial na hora de escolher o cabeça de chapa. Foletto ficaria em segundo plano, como um coringa a ser usado a qualquer momento. 
 
Mas para os meios políticos esse coringa não seria usado por causa da influencia palaciana na discussão. O entendimento nos bastidores das articulações é de que Hartung, sem espaço para entrar no cenário colatinense pelo seu lado, já que o vereador Sérgio Meneguelli é considerado um peemedebista independente, trabalhou para abrir uma brecha no palanque do adversário. 
 
Neste caso, o espaço encontrado foi ironicamente no PSB, já que Foletto é tido como aliado palaciano. Há quem defenda a tese de que a decisão de Foletto teria partido do encontro que o socialista teve com o governador meses atrás. Mas as lideranças de Colatina são centradas nos problemas locais, como fica nítido na fala de Tadeu Marino à coluna Praça Oito. 
 
Mas o contexto estadual pode influenciar na disputa sim. Marino está no olho do furação da CPI dos Empenhos da Assembleia, que apura pagamentos sem a devida dotação orçamentária, sobretudo na Secretaria da Saúde, no final do governo Casagrande. O que para os meios políticos é um subterfúgio criado pelos governistas da Casa para rejeitar as contas do ex-governador. 
 
Como o ponto de partida da Comissão foi a Secretaria de Saúde, que era comandada por Tadeu Marino, ele pode sofrer o desgaste com o aprofundamento do caso na Assembleia, o que poderia fazer com que o socialista abra mão da cabeça de chapa para Meneguelli

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