O lançamento do movimento da Assembleia que visa à candidatura do deputado Amaro Neto (SD) ao Senado na disputa do próximo ano causou efeitos diferentes nos titulares atuais das cadeiras que devem buscar a reeleição no próximo ano. Magno Malta (PR) e Ricardo Ferraço (PSDB) reagiram de forma diferente ao fato.
Magno Malta comentou sobre o movimento de forma indiferente. Disse que Amaro tem todas as condições para a disputa, é brasileiro, tem a idade necessária e título de eleitor. Já Ricardo Ferraço foi mais duro, dizendo que não era o momento de se discutir a eleição do Senado.
As reações mostram que o movimento do deputado balançou mais o palanque tucano do que o do republicano e se justifica pelas ações dos dois em relação à disputa. Ricardo e Malta viraram o ano como parceiros, circulando juntos pelo Estado e dividindo espaço na caravana de Malta. Mas depois da denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR) contra o tucano, citado em delações de ex-executivos da Odebrecht, a parceria acabou.
A leitura inicial de que Malta e Amaro dividiriam o mesmo eleitorado pode não se confirmar em um cenário mais aprofundado. Amaro tem um perfil popular e seu prestígio é ligado ao programa de TV que apresenta. Magno Malta é uma liderança que tenta se fortalecer com os eleitorados evangélico e conservador, que não são exatamente o mesmo.
Ricardo Ferraço tem que se livrar do rótulo Lava Jato. O senador, que também foi relator do projeto da reforma trabalhista, desagradou boa parte do eleitorado e não tem conseguido convencer seu público sobre o que entende ser uma reforma necessária para a retomada do crescimento econômico.
Ricardo Ferraço foi eleito em 2010 com o apoio palaciano, mas agora na reeleição, esse apoio pode não se repetir. Embora se fale na parceria dele com Amaro no palanque de Hartung, a reação do senador deixa transparecer que o acordo não foi conversado com ele.
Fragmentos:
1 – Enquanto o presidente da Câmara de Vila Velha, Ivan Carlini (DEM), recebe o prefeito de São Paulo João Dória (PSDB) para conceder título de cidadão ao tucano, o senador Magno Malta traz Silas Malafaia ao Estado. O senador quer se credenciar como vice de outro presidenciável, Jair Bolsonaro.
2 – O deputado José Esmeraldo (PMDB) disparou na manhã desta quarta-feira (23) contra a proposição da engenheira Gisele Helmer sobre o fim da imunidade tributária para entidades religiosas, que tramita no Senado. A proponente foi chamada de “engenheira do capeta” pelo parlamentar.
3 – A Rede Sustentabilidade lança nesta quinta-feira (24) o diretório do partido no município de Anchieta, no litoral sul do Estado, com a presença das lideranças do partido no Estado.

