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Amaro é forte em bairros onde adversários têm pouca capilaridade

A escolha do deputado estadual Amaro Neto (PPS) em manter seu domicílio eleitoral em Vitória, mesmo tendo um recall maior em Vila Velha, pode estar ligada a uma percepção do eleitorado da Capital que o diferencia dos demais adversários.  
 
Levantamentos recentes apontam que o deputado estadual é lembrado por eleitores mais carentes. Esses eleitores estão em bairros que não deram grande votação ao atual presidente do Banco de Desenvolvimento do Estado (PSDB) Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB), em 2012. 
 
O tucano teve menos votos nas regiões mais carentes, inclusive, os bairros onde ele implantou seu projeto de vitrine, o Projeto Terra. A votação de Luiz Paulo se concentrou em bairros tradicionais, como Bento Ferreira e Praia do Canto. 
 
Chegando ao fim de seu terceiro ano de mandato, o prefeito Luciano Rezende tem dificuldades na gestão e sofre com o desgaste com o eleitorado, sobretudo, com os bairros mais carentes. A visão da cidade é de que o prefeito governou para a faixa litorânea de Vitória e para os bairros de classe mais alta. Neste sentido, o campo de Amaro Neto para buscar votos, correndo por fora, é vasto na Capital.
 
No Palácio Anchieta, esse potencial de Amaro Neto parece ter chamado a atenção do governador Paulo Hartung (PMDB), que estaria se articulando para acomodar o deputado estadual para a disputa. Para isso, é preciso encontrar uma forma de tirá-lo do PPS, partido controlado por Luciano Rezende. 
 
Os comentários nos meios políticos são de que o deputado pode migrar para o PTB, um partido que acomodaria Amaro Neto para a disputa em um partido fora do arco de aliança de Luciano Rezende. Com a entrada do deputado, a estratégia palaciana seria a de tirar o prefeito do segundo turno, colocando mais um nome forte na disputa municipal. 

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