O deputado estadual Amaro Neto afirmou nesta segunda-feira (14) que não tem motivos para deixar o Solidariedade. A posição põe fim às especulações nos meios políticos de que o deputado, considerado um nome forte para o Senado em 2018, estivesse se movimentando em busca de outra sigla. Em entrevista a Século Diário (12/08/17), o presidente estadual do SD, Carlos Manato, garantiu que Amaro Neto tem o apoio do partido para disputar o Senado e até mesmo o governo.
Repercutindo a entrevista, Amaro afirmou que ficou “profundamente grato” com a conduta do presidente do Solidariedade. Ele disse que vai apenas esperar uma posição da nacional sobre o assunto e, se for positiva, vai iniciar uma articulação com outras áreas políticas e dentro do partido para debater o processo do próximo ano, dentro de uma movimentação que garanta sua acomodação, mas que também contribua para o crescimento do Solidariedade no Estado.
O deputado disse ainda que tem muita confiança em Manato e reafirma que tudo o que foi combinado com o partido, desde sua filiação no ano passado, foi cumprido. Amaro Neto se filiou ao SD para a disputa à prefeitura de Vitória e recebeu apoio não só da Estadual, mas também da executiva nacional da sigla.
Amaro se elegeu deputado em 2014 pelo PPS, depois se filiou ao PMB (Partido da Mulher Brasileira) e em seguida ao Solidariedade. O deputado tem sido apontado como um dos principais nomes para a disputa do próximo ano e tem o apoio de um grupo na Assembleia para que entre no pleito ao Senado. A candidatura de Amaro fortaleceria a disputa desse grupo pela reeleição.
O deputado foi o mais bem votado na eleição de 2014 para a Assembleia Legislativa e disputou o segundo turno voto a voto na eleição de Vitória contra o prefeito Luciano Rezende (PPS). Com um perfil apolítico, vem mantendo a popularidade alta, graças ao popular programa de TV (“Balanço Geral”) e tem condições de escolher o espaço que vai ocupar na disputa do próximo ano.
Na disputa ao Senado, vem sendo assediado pelo governador Paulo Hartung (PMDB) e pelo ex-governador Renato Casagrande (PSB), com ofertas para que ele possa disputar, com liberdade, já que reforçaria o palanque do candidato ao governo em qualquer um dos lados.

