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Amaro Neto quer protagonismo na eleição de Vitória em 2016

Depois de uma batalha interna no PPS, o deputado estadual Amaro Neto – o mais bem votado na disputa à Assembleia Legislativa em 2014, com 55,4 mil votos –, deixou a sigla para se filiar ao recém criado Partido da Mulher Brasileira.  Com a mudança, o deputado fica livre para se movimentar para a eleição municipal em Vitória em 2016.
 
No PPS, Amaro não poderia se candidatar, já que o prefeito da Capital, Luciano Rezende, é quem comanda o partido e vai disputar a reeleição. Ele tentou criar obstáculos à desfiliação de Amaro Neto na época da abertura da janela de transferência, quando a Rede Sustentabilidade foi criada, para evitar o enfrentar o deputado estadual que tem forte capilaridade entre os segmentos mais populares. 
 
Com a filiação ao novo partido, Amaro Neto quer entrar no jogo eleitoral de Vitória e não estaria disposto a ser coadjuvante. Neste sentido, a movimentação palaciana para que ele viesse a compor a chapa com Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB), ocupando o cargo de vice, parece ter naufragado. O deputado muda de legenda para encabeçar chapa, e não para ser coadjuvante na disputa.
 
Com a sanção da minirreforma eleitoral, o tempo de migração de partidos foi encurtado e muita gente não conseguiu se filiar a um partido novo. Mas no último dia 9 de novembro, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Roberto Barroso, concedeu liminar restabelecendo prazo para que os interessados em migrar para um dos partidos criados recentemente: Rede, Partido Novo e Partido da Mulher Brasileira (PMB) pudessem fazer a transferência sem que fossem enquadrados na regra de infidelidade partidária. 
 
Para os meios políticos, o perfil popular de Amaro Neto se encaixa na proposta partidária do PMB. Declaradamente de direita, o partido é contra liberação das drogas e contra o aborto. A pauta conservadora se encaixa ao perfil do eleitorado brasileiro. 
 
Criado, em tese, para defender os interesses políticos das mulheres, o partido nasceu grande, com uma invejável bancada de 20 parlamentares, em que se abrigam apenas duas deputadas federais, mas já desbancou legendas de médio porte, como o PDT e o PV. O partido se tornou um atrativo para os mandatários que querem mudar de sigla, fugindo das muitas cobranças ideológicas, como acontece na Rede Sustentabilidade, por exemplo.  

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