Depois de um feriadão prolongado, a expectativa era de que esta quarta-feira (9) fosse de trabalho na Assembleia Legislativa. A sessão ordinária desta manhã, porém, foi esvaziada ainda no primeiro item da Ordem do Dia e causou polêmica. Isso por causa de uma evidente rusga entre o Legislativo e o Executivo.
A matéria em questão tratava do veto total ao Projeto de Lei nº 280/2014, de autoria do Deputado Marcos Mansur, que declara de Utilidade Pública a Associação de Moradores e Pequenos Agricultores dos Córregos do Itá e Jabuticaba no município de Barra de São Francisco, uma situação atípica, já que a entidade teria apresentado, segundo o deputado, todas as certidões necessárias para conseguir a titulação.
A situação causou um constrangimento no plenário por razões acumuladas. No ar ainda pairam as repercussões negativas de denúncias contra os deputados Erick Musso (PP) e Almir Vieira (PRP), destacadas pelo deputado Gilsinho Lopes (PR), que teria uma situação similar em seguida.
O segundo item da pauta era também uma mensagem de veto a um projeto do republicano que declara de Utilidade Pública a Associação de Agricultores do Rio das Pedras, no município de Marechal Floriano.
Na Comissão de Justiça, a decisão dos deputados foi pela rejeição do veto e a tendência no plenário naquele momento era também pela rejeição, isso obrigou a base a uma manobra. O deputado Dary Pagung (PRP) pediu a verificação de quorum para a votação e esvaziou o plenário para evitar uma derrota do governo em um projeto que não tinha sentido em ser rejeitado.
O clima na Assembleia vem se desgastando entre os deputados por ruídos de comunicação com o governo. Deputados independentes têm recebido negativas constantes do governo e protagonizado embates com a liderança, o que tem causado insegurança política na Casa.