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Ano eleitoral começa com cenário congestionado no Senado

Contarato e Marcos do Val terão que buscar a reeleição em cenário acirrado

Marcos Oliveira- Saulo Cruz/ Ag.Senado

O ano eleitoral de 2026 começa no Espírito Santo com congestionamento de pré-candidaturas para o Senado Federal, um cenário que foi se desenhando ao longo de 2025. Por enquanto, existem pelo menos 13 nomes cotados para a disputa por duas cadeiras, com maior ou menor potencial de se consolidarem.

Os dois senadores que deverão tentar a reeleição vão encarar uma disputa dura. Fabiano Contarato (PT), por enquanto, é o único representante da esquerda que está cotado. Em uma pesquisa de intenção de voto do instituto Real Time Big Data publicada em dezembro pela CNN Brasil, ele oscila entre a quarta e quinta colocação em cenários estimulados.

Já Marcos do Val (Podemos) apareceu em último lugar na pesquisa no cenário em que figura como candidato. Eleito em 2018 com apoio de Renato Casagrande (PSB), o senador se mostrou um fiel representante do bolsonarismo, se envolveu em conflitos com o Supremo Tribunal Federal (STF) e hoje é renegado até mesmo pela extrema direita.

No campo governista, Casagrande é amplo favorito a conquistar uma das vagas, mas afirmou que só vai tomar a decisão final sobre candidatura em março. Já o prefeito de Cariacica, Euclério Sampaio (MDB), apareceu nas últimas colocações da pesquisa Real Time Big Data. Apesar disso, tem angariado apoios importantes no Estado, como o de Theodorico Ferraço (PP), prefeito de Cachoeiro de Itapemirim, na região sul, e de Enivaldo dos Anjos (PSB), prefeito de Barra de São Francisco, no noroeste – que retirou sua própria pré-candidatura em favor de Euclério.

O deputado federal Da Vitória (PP) também é apontado como possível candidato a senador, mas ainda não se sabe se a federação União Progressista (PP e União Brasil) vai se manter na base governista. A ex-senadora Rose de Freitas (MDB) também diz sonhar com uma volta ao Congresso Nacional, mas hoje tem encontrado pouco espaço para as suas pretensões.

Na oposição de direita e extrema direita, o cardápio de opções é farto. Apesar de dizer que não será candidato a nada em 2026, o ex-governador Paulo Hartung (PSD) é um dos que mais tem pontuado em pesquisas de intenção de voto. Em contraposição, o deputado estadual Sérgio Meneguelli (Republicanos) está decidido a se candidatar a senador, e ficou em segundo lugar na pesquisa da Real Time Big Data, em cenário estimulado sem Hartung.

O vereador de Vitória Leonardo Monjardim (Novo), apoiador do prefeito da Capital (e pré-candidato a governador), Lorenzo Pazolini (Republicanos), também se coloca como pré-candidato a senador. Nas últimas semanas, teve rusgas públicas com Carlos Manato, outro apoiador de Pazolini, mas anunciaram que fizeram as pazes. Manato também se coloca para a disputa ao Senado, mas não tem mais espaço no Partido Liberal (PL), dependendo de espaço no Republicanos, que deve ser seu futuro abrigo partidário.

O deputado federal Evair de Melo (PP) é um nome muito bem visto pela família Bolsonaro como possível candidato a senador. Entretanto, se a União Progressista se mantiver na base de Casagrande, Evair terá que procurar outro partido.

Entre os bolsonaristas, o único nome certo até agora é o de Maguinha Malta (PL) escolha pessoal do presidente estadual Magno Malta, seu pai. A decisão, inclusive, resultou na saída do deputado estadual Callegari (DC) do partido, tendo em vista que ele também insiste em uma candidatura a senador. Em dezembro, o deputado lançou um vídeo em suas redes sociais criticando a ausência de democracia interna nos partidos de direita.

Alianças e separações

A manutenção das candidaturas dependerá das alianças partidárias a serem formadas em torno das disputas majoritárias. A possível formação de uma frente unificada de oposição perdeu fôlego no fim de 2025. O PL quer algum candidato a governador que dê palanque para o presidenciável bolsonarista (hoje, o senador Flávio Bolsonaro), mas o grupo de Lorenzo Pazolini (que inclui Paulo Hartung) reluta em cumprir esse papel.

Caso o prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (PSDB), insista em uma candidatura própria governador, também será aberto um novo campo para candidatos ao Senado. Nesse sentido, a candidatura a senador reivindicada por Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB), que parecia improvável, pode se viabilizar.

À esquerda, ainda falta um candidato para completar a chapa. O deputado federal Helder Salomão (PT) deverá ser candidato a governador para dar palanque ao presidente Lula. O presidente do Partido dos Trabalhadores no Espírito Santo, o deputado estadual João Coser, não descarta uma aliança para apoio ao grupo de Renato Casagrande apenas no Senado, mas o mais provável seria a apresentação de um nome do próprio campo progressista.

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