segunda-feira, abril 6, 2026
23.9 C
Vitória
segunda-feira, abril 6, 2026
segunda-feira, abril 6, 2026

Leia Também:

Antecipação de royalties pode fortalecer projeto político de Audifax para 2018

O prefeito da Serra, Audifax Barcelos (Rede) aguarda a aprovação do Senado para a liberação da antecipação de R$ 100 milhões da receita de royalties sobre o petróleo ao qual o município tem direito até 2020. O objetivo da prefeitura é aplicar os recursos na pavimentação de 12 bairros da Serra.

A Serra tem uma receita mensal de R$ 2 milhões de royalties. A antecipação até 2020 somaria R$ 100 milhões. Mas para os meios políticos, os recursos podem ser um instrumento de fortalecimento para o projeto político do prefeito.

Audifax é a aposta da Rede Sustentabilidade para a disputa ao governo em 2018 no Espírito Santo. O partido precisa de uma base forte para sustentar a nova investida da ex-senadora Marina Silva à Presidência da República. No Espírito Santo, na última eleição, o melhor desempenho do partido foi na Serra, com a reeleição de Audifax.

Com o desgaste político do governador Paulo Hartung e a falta de confiança da classe política sobre uma eventual candidatura do ex-governador Renato Casagrande(PSB), lideranças como Audifax Barcelos, o prefeito de Vitória, Luciano Rezende (PPS), e o prefeito de Vila Velha, Max Filho (PSDB), chamam atenção do mercado como pontenciais candidatos num cenário atípico que pode estar se formando para 2018.

Neste cenário, porém, o prefeito da Serra precisa se fortalecer para superar os colegas. Max Filho é prefeito do maior colégio eleitoral do Estado e tem apoio do PSDB, do presidenciável Aécio Neves. Já Luciano Rezende é prefeito da Capital, segunda maior vitrine eleitoral do Estado. Ele depende, porém, de uma definição de Casagrande, que também poderia se entusiasmar para a disputa ante a um novo cenário, sem Hartung.

Diante de uma cenário incerto e de possibilidades, o investimento em infraestrutura na Serra pode render visibilidade a Audifax, aumentando seu capital político. Mas para isso precisará enfrentar o cenário político do município, começando pela Câmara Municipal, que tem foco de resistências, além de críticas de outros atores políticos do município. A figura do deputado federal Sérgio Vidigal (PDT) é sempre muito presente na Serra, o que pode atrapalhar os planos de Audifax.

Outro desafio para Audifax é fortalecer o partido no Estado, que ainda não tem força política para capitanear um projeto de poder dessa dimensão. Por isso, precisa também atrair aliados de peso para um eventual palanque em 2018. Por enquanto, conseguiu o apoio do deputado federal Marcus Vicente (PP), que o acompanhou em Brasília para as conversas sobre a antecipação dos royalties com representantes da Caixa Econômica.

Outra questão a ser aparada é o fato de a Rede estar em um movimento contrário ao Palácio Anchieta, com o PPS de Luciano Rezende; o PP de Marcus Vicente; o PSB de Renato Casagrande e o PV do prefeito de Viana, Gilson Daniel. Para se credenciar ao governo, Audifax terá que se colocar à frente de outras lideranças do grupo.

Mais Lidas