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Após 13 dias de movimento, estudantes desocupam escola em Colatina

Depois de 13 dias de ocupação, os estudantes da Escola Conde de Linhares, em Colatina (noroeste do Estado), deixaram a escola. A decisão foi tomada na manhã dessa quarta-feira (23), quando começou a contar o prazo de dez dias dado pela Justiça para que o governo do Estado abra as matrículas do curso regular na escola.

Na decisão, Justiça definiu ainda que o governo não implante o programa Escola Viva no Conde de Linhares. A comunidade escolar havia rejeitado a proposta, porque a escola oferece cursos profissionalizantes no ensino médio e a fórmula é a que mais agrada estudantes, pais e professores. Mesmo assim, o governo insistia em implantar o programa na escola.

Para isso, não abriu no sistema da Secretaria de Educação (Sedu) as vagas para os cursos regulares. Mas a desocupação não significa fim do momento. Isso fica claro em uma carta produzida pelos alunos na assembleia dessa quarta.

“Não acreditamos na palavra do governador, não podemos baixar a guarda, nossa luta definitivamente não acabou. Não cessaremos a lutar, e podemos voltar à ocupação enquanto Paulo Hartung não revogar oficialmente a sua proposta de reorganização do projeto Escola Viva no Conde de Linhares”, diz a carta.

No período em que estiveram na ocupação, os estudantes receberam o apoio da comunidade escolar e da população colatinense. Eles receberam doações de comida, água e outros materiais para a permanência nas dependências da escola.

O diretor da União dos Estudantes Secundaristas do Espírito Santo (Ueses), Woshington Campos, relata que houve muita pressão para que os estudantes deixassem a escola. As portas de vestiários e salas de aula foram fechadas, houve ameaças de represálias, e distribuição de panfletos do programa Escola Viva em frente à escola.

Isso não foi suficiente para desanimar os cerca de 20 alunos que estiveram na escola durante esse período. “A cidadania falou mais alto dentro das ocupações, nós limpamos, cozinhamos e cuidamos das nossas escolas, fomos protagonistas nos espaços de decisão e mostramos que a escola que queremos é assim: construída com a participação democrática de todos, pois a educação capixaba está muito longe da educação que queremos”, afirmam os alunos na carta que é assinada pela União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), União dos Estudantes Secundaristas do Espírito Santo (Ueses) e estudantes da Escola Conde de Linhares.

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