A deputada Eliana Dadalto (PTC) parece ter irritado o governador Paulo Hartung (PMDB). Ela teve dois aliados exonerados de cargos por ela indicados na Ciretran (Circunscrição Regional de Trânsito) de Linhares. No grupo da deputada, as exonerações foram vistas como represália à mudança de comportamento da parlamentar na Assembleia e a aproximação com o PSB do ex-governador Renato Casagrande (PSB).
No mês passado, Eliana Dadalto votou contra uma manobra do governo para tentar derrubar o relatório do deputado Euclério Sampaio na CPI dos Empenhos, que diferentemente do que era esperado no Palácio Anchieta, não incluiu o nome do ex-governador Renato Casagrande entre os indiciados.
A deputada, ao lado do também desafeto de Hartung, Sérgio Majeski (PSDB), votou contra o projeto aprovado a toque de caixa na Assembleia, que permite que o governo faça operação de créditos tendo como garantias os recursos dos royalties do petróleo. No último dia 13, quando Hartung esteve na Assembleia para fazer a prestação de contas, foi recebido por uma espécie de comitiva feminino de boas-vindas formado pelas deputadas da Casa. Eliana não compôs a comitiva, denunciando que a relação com o governador já não era mais a mesma.
A irritação palaciana com a deputada teria começado no mês passado. Durante o lançamento da candidatura do ex-prefeito Felismino Ardizzon (PSB), em Rio Bananal. Na ocasião, o presidente do PSB capixaba, o deputado federal Paulo Foletto, declarou apoio do partido à candidatura de Eliana à prefeitura de Linhares.
A notícia se espalhou e não demorou muito a chegar aos ouvidos do governador, que não gostou do fato de Eliana Dadalto estar na disputa municipal deste ano ao lado do ex-governador Renato Casagrande.
As exonerações dos profissionais indicados por Eliana Dadalto, o agente de serviço da Ciretran de Linhares Bruno dos Santos Gomes, e a chefe Posto de Atendimento Veícular (PAV) de Rio Bananal, vinculada à Ciretran de Linhares, Patrícia de Oliveira Veneli, foram publicadas no Diário Oficial dessa quarta-feira (20). Eles trabalhavam no órgão desde 2015.

