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Articulações de Helder e Vidigal são monitoradas pelo Palácio Anchieta

Dois aliados do governador Paulo Hartung (PMDB) estão sendo monitorados de perto no que diz respeito à eleição deste ano: Sérgio Vidigal (PDT), na Serra, e Helder Salomão (PT), em Cariacica. É que a eleição de um ou de outro deputado abre vaga na bancada capixaba para uma desafeta declarada do governador: a ex-deputada federal Iriny Lopes (PT). 
 
A petista é a primeira suplente da chapa formada por PDT e PT na eleição de 2014, que tinha na coligação Vidigal, Helder e Givaldo Vieira (PT), que também tenta colocar o nome na disputa da Serra, mas tem menos densidade eleitoral. 
 
Iriny faz parte de uma ala do PT que é crítica à permanência do partido na base aliada de Hartung. Ela, inclusive, é uma das lideranças que assina o pedido à Nacional para que o PT deixe de integrar o atual governo, já que Hartung foi eleito no palanque do senador tucano Aécio Neves. 
 
O partido participa do governo com o ex-prefeito de Vitória João Coser, que comanda a Secretaria de Habitação e Desenvolvimento Urbano, além da Aderes, com a ex-deputada estadual Lúcia Dornelas. Eles fazem parte de uma ala do PT que se aproximou de Hartung ainda em seu primeiro mandato, e driblam as resistências internas no partido para continuarem alinhados ao governador. 
 
As animosidades entre Hartung e Iriny ficaram evidentes para os meios políticos na eleição de 2012. Hartung fez uma série de críticas à candidatura petista em Vitória e teria articulado para tentar esvaziar dentro do partido a candidatura da deputada. 
 
Tanto Helder quanto Vidigal têm candidaturas competitivas em suas bases, o que aumenta o interesse palaciano em acompanhar o desenvolvimento da discussão eleitoral. Em Cariacica, o deputado federal petista vem conversando com cautela e chegou a sinalizar a interlocutores, logo que chegou à Câmara, que não tinha interesse na disputa. O problema é que a candidatura naquele município é a chance mais clara do PT no Espírito Santo de conquistar uma prefeitura de grande porte. 
 
A situação de Vidigal na Serra é mais complicada. O deputado federal, que é ex-prefeito, estaria receoso com a resistência do eleitorado à polarização entre ele e o prefeito Audifax Barcelos (Rede), que já dura mais de duas décadas. Ainda assim, seu palanque é competitivo. 

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