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Quarta, 25 Novembro 2020

​Articulações, neutralidade, silêncio e traições na reta final do segundo turno

davi_denninho_redes_sociais_cmv Redes sociais/CMV

Começa nesta sexta-feira (20) a reta final do segundo turno das eleições municipais, com o início da propaganda eleitoral no rádio e na TV, que vai até a próxima sexta (27), em meio a um cenário de articulações políticas, neutralidade de alguns detentores de votos, silêncio de outros, e traições nos 57 municípios brasileiros que não definiram o prefeito no primeiro turno. 

Na Grande Vitória, os eleitores de quatro desses municípios irão às urnas no próximo dia 29 para escolher o prefeito. João Coser (PT) e Delegado Pazolini (Republicanos), em Vitória; Sérgio Vidigal (PDT) e Fábio Duarte (Rede), na Serra; Célia Tavares (PT) e Euclério Sampaio (DEM), em Cariacica; e Arnaldinho Borgo (Podemos) e Max Filho (PSDB) em Vila Velha têm uma semana para convencer o eleitor a aprovar as propostas para seus municípios e fechar os apoios necessários a um resultado favorável nas urnas.

O govenador Renato Casagrande (PSB) não se envolve diretamente quando se trata de declarar apoio, mas articula e não deixa de enviar interlocutores, entre eles a vice-governadora, Jaqueline Moraes (PSB). Nesta sexta-feira, foi a vez do presidente estadual do PSL, reorganizado no Estado pelo governador, deputado estadual Alexandre Quintino. Ele gravou vídeo de apoio ao candidato a prefeito de Cariacica, Euclério Sampaio, adversário de Célia Tavares, candidata do PT.

A tendência sinalizada é que Casagrande continue mantendo discrição em torno das candidaturas. No entanto, seu partido já foi liberado a votar em João Coser, em Vitória, mais afinado com o governo e sem pretensões na disputa de 2022, quando ele tentará ser reeleito para mais um mandato de quatro anos à frente do governo. Euclério Sampaio, em Cariacica, Sérgio Vidigal, na Serra, e Max Filho, em Vila Velha, também merecem a simpatia do governador. 

Já com o delegado Pazolini, articulado com lideranças que visam ocupar o Palácio Anchieta em 2022, além das ligações com a gestão Jair Bolsonaro, o governo mantém o distanciamento dispensado a oposicionistas. Os meios políticos destacam, também, as ligações do delegado com o ex-senador Magno Malta (PL) e o deputado estadual Erick Musso, presidente da Assembleia Legislativa, e o federal Amaro Neto, da cúpula bolssonarista no Espírito Santo. O bloco articula para concorrer na próxima sucessão do governo do Estado.

Candidatos que não passaram ao segundo turno e anunciaram neutralidade não conseguem transferir esse posicionamento a aliados. O vereador reeleito Davi Esmael (PSD), por exemplo, um dos maiores apoiadores de Mazinho dos Anjos, do mesmo partido, que concorreu em Vitória, anunciou apoio a Pazolini. Da mesma forma, o mais votado para a Câmara de Vitória, Deninho Silva, do Cidadania e aliado do deputado estadual Gandini, derrotado no primeiro turno, passou para o lado de Pazolini, com quem Gandini trocou chumbo grosso durante todo o primeiro turno. Os dois candidatos a prefeito derrotados ficarão neutro na disputa.

Em Vila Velha, apoiadores de Arnaldinho Borgo (Podemos), adversário do atual prefeito, Max Filho (PSDB), protestam nesta sexta-feira contra a "enxurrada de baixarias" nas redes sociais, por meio de mensagens difamatórias que envolvem não apenas o candidato. Atingem integrantes da equipe de campanha, inclusive o marqueteiro, Felipe Correia.

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