A pouco mais de um mês do início da campanha eleitoral, em agosto, as articulações para formação de chapas que concorrerão à Câmara Federal indicam uma renovação de 40% da atual bancada, composta de 10 parlamentares.
A estimativa é de que estão com a reeleição praticamente garantida os deputados federais Sérgio Vidigal (PDT), com ampla possibilidade de ser o mais votado do pleito, seguido por Helder Salomão (PT), Paulo Foletto (PSB) e Carlos Manato (PSL).
Vidigal deverá atingir mais de 150 mil votos, suficientes para ajudar outro candidato de sua coligação. Por esse motivo, ele é um dos mais assediados no cenário político. Já Paulo Foletto está com a reeleição garantida desde que não tenha que dividir seu percentual de votos.
Helder Salomão mantém o eleitorado com um bom desempenho na Câmara, deixando o outro candidato do PT, João Coser, na corda bamba. Já Carlos Manato recebe o reforço do presidenciável Jair Bolsonaro, que deve alcançar votação expressiva no Espírito Santo, puxando um federal.
Os restantes ficam na dependência, fundamentalmente, das articulações interpartidárias. As alianças formadas nessas negociações poderão deixar de fora candidatos com percentual elevado de votos, mas, de outro lado, sem somar legenda.
Esse é o caso do deputado Lelo Coimbra (MDB), que deverá atingir uma boa votação, mas tem dificuldade de se coligar com outros partidos, o que é necessário para se reeleger com a somatória de votos.
Apesar de ser próximo do PSDB, partido do governador Paulo Hartung, Lelo encontra obstáculo, representado pelo presidente da sigla, o vice-governador César Colnago, que, para se eleger à Câmara Federal – caso não componha na chapa majoritária -, terá que concorrer isoladamente. Nesse cenário, tanto Lelo quanto Colnago não têm vitória garantida. Dos dois, um ficaria de fora.
O ex-prefeito de Vila Velha Neucimar Fraga (PSD), também do grupo do governador, se encaixa nessa situação, mesmo caso do deputado federal Jorge Silva (SD)
As outras cinco vagas são disputadas palmo a palmo. No PPS, o deputado estadual Da Vitória e o ex-prefeito de Vitória Luiz Paulo Vellozo Luca, devem ser eleitos, segundo a estimativa, que inclui ainda, com alguma dificuldade, o deputado federal pelo PT, Givaldo Vieira, agora no PCdoB.
Já o deputado federal Marcus Vicente (PP), campeão de ações para liberar verbas federais às prefeituras, desponta com boa votação, mas terá que superar barreiras criadas dentro do seu partido com a candidatura do Cabo Max, liderança política sedimentada entre os policiais militares.
Para complicar ainda mais a situação de Marcus Vicente, há ainda o deputado federal Evair de Melo, egresso do PV, cujo desempenho sinaliza para uma boa votação.
O cenário reserva algumas surpresas, a maior delas vem do PTB, partido que recebe reforço de Hartung. Com 57 diretórios municipais e dois vereadores eleitos, de forma isolada, em Vitória, o partido pode eleger um federal, mas não, necessariamente, o presidente Serjão Magalhães.
Do mesmo partido, o médico Gustavo Peixoto se firma como uma nova liderança na Serra, com o apoio do espólio da família Feu Rosa. Sua candidatura faz sombra à de Magalhães, que já foi vereador em Vitória.
Devem ser consideradas, também, as candidaturas do ex-vereador de Vila Velha Reginaldo Almeida (PSC), com valioso reforço dos evangélicos, e da cantora Lauriete (PR), mulher do pagodeiro gospel e senador, Magno Malta. Ela corre na mesma raia que o deputado estadual Gilsinho Lopes.

