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Articulações para o Senado geram mais pressão a Amaro Neto

Reuniões de várias lideranças partidárias marcam esta segunda-feira (23), em prosseguimento às articulações políticas que deverão estar definidas até a próxima sexta-feira (27), uma semana antes do término das Convenções Partidárias, em 5 de agosto, quando todas as candidaturas serão formalizadas perante a Justiça Eleitoral. 

A ênfase, nesta semana, recairá na escolha de nomes que concorrerão ao Senado, principalmente Magno Malta (PR), líder nas pesquisas, Ricardo Ferraço (PSDB) e o deputado estadual Amaro Neto (PRB), alvo de pressão para que abandone o projeto de concorrer ao Senado e dispute uma vaga na Câmara Federal. 

Essa alteração abre a perspectiva de vitória para Ricardo Ferraço, ameaçado pelo crescimento da densidade eleitoral de Amaro, como indicam as estimativas do mercado político. Nesta segunda-feira, as articulações entre Ricardo e o ex-governador Renato Casagrande (PSB) deram mais um passo, mas ainda estão dependendo de negociações internas do PSB. 

Depois da desistência à reeleição de Paulo Hartung, o bloco de sustentação ao governo se dissolveu, gerando vários movimentos, deixando o partido de Ricardo Ferraço fragmentado e o presidente da sigla, o vice-governador César Colnago, fora das articulações políticas. 

Enquanto Colnago se volta para tentar reerguer sua campanha a deputado federal, Ricardo Ferraço conversa com Renato Casagrande, mas, de outro lado, mantem contatos com a senadora Rose de Freitas (Podemos), já coligada com Amaro Neto.   

Sem o controle do seu partido, presidido pelo deputado Erick Musso (PRB), presidente da Assembleia Legislativa, Amaro preferiu sair de cena, para evitar as pressões: viajou e só retorna na quinta-feira (26). 

Ele está mais afinado com o bloco da senadora Rose de Freitas (Podemos), pré-candidata ao governo, mas seus interlocutores mantêm conversas com lideranças de outros partidos. 

Outra questão está relacionada à coligação do senador Magno Malta (PR) com Renato Casagrande (PSB), que lidera as pesquisas a corrida ao Palácio Anchieta. Como um dos coordenadores do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL-RJ), encontra resistência tanto no Estado como em nível nacional. O PSB deve se coligar com Ciro Gomes (PDT) ou Geraldo Alckmin (PSDB).

As conversas entre Casagrande e Magno Malta já deixaram uma baixa. O deputado estadual Sergio Majeski (PSB) desistiu de concorrer ao Senado, recusando-se a estar no mesmo partido de Magno, considerado um dos mais ativos representantes da extrema direita. O instrutor de segurança Marcos do Val, também concorrente ao Senado, pode ser substituído por outro candidato mais competitivo.   

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