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Assembleia aprova novo crédito suplementar de R$ 307 milhões ao governo

Menos de um mês depois de aprovar crédito suplementar de R$ 192,8 milhões, em novembro, a Assembleia Legislativa autorizou, nesta segunda-feira (10), o governo do Estado a utilizar novo crédito de R$ 307,4 milhões.

O deputado Sergio Majeski (PSB) apresentou uma emenda substitutiva para manter suplementações apenas às ações da saúde e da educação e também para os recursos destinados ao pagamento de acordos judiciais firmados com os servidores da educação, da saúde e do fisco estadual.

Com ela, o crédito suplementar cairia para R$ 84,6 milhões em favor do governo do Estado, deixando para o futuro governador, Renato Casagrande (PSB), os outros R$ 222 milhões em caixa para dar início à gestão. A emenda, porém, não foi acatada pela Comissão de Finanças. 

Segundo informações do projeto, a Assembleia Legislativa deve receber R$ 2,5 milhões para atender à remuneração de pessoal ativo e R$ 7,5 milhões para contribuição previdenciária complementar. Para o Ministério Público (MPES), serão destinados R$ 10 milhões para remuneração de pessoal, enquanto para diversos órgãos da administração pública estadual R$ 62,22 milhões de remuneração e 23,5 milhões de contribuição previdenciária complementar.

Já a Secretaria Estadual de Educação (Sedu) receberá pouco mais de R$ 21,3 milhões para funcionamento, vigilância e limpeza das escolas, bem como R$ 10 milhões para despesas da Secretaria de Estado de Saúde (Sesa) e recursos ainda para a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), Secretaria de Estado de Segurança (Sesp) e Departamento Estadual de Trânsito (Detran).Outros R$ 46 milhões vão para o cumprimento do termo de autocomposição entre o governo e o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado (Sindiupes), o Sindicato dos Servidores da Saúde (Sindisaúde) e o Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual (Sindifiscal). A homologação judicial, que envolve 14 mil pessoas das três categorias, diz respeito a reclamações envolvendo recolhimento de contribuições previdenciárias indevidas e a encargos de empréstimo rotativo, entre os anos 1998 e 2003.

A aprovação da matéria foi possível, segundo os pronunciamentos em plenário, após acordo com a equipe de transição do governador eleito, Renato Casagrande (PSB). 

Destinação dos recursos

Remuneração de pessoal ativo da Assembleia Legislativa – R$ 2,5 milhões; contribuição previdenciária complementar – R$ 7,5 milhões. 

Remuneração de pessoal ativo do Ministério Público – R$ 10 milhões.

Remuneração de pessoal ativo em diversos órgãos da administração pública estadual – R$ 62,22 milhões; contribuição previdenciária complementar em diversos órgãos da administração pública estadual – R$ 23,5 milhões; funcionamento, vigilância e limpeza das escolas na Secretaria de Estado de Educação (Sedu) – R$ 21.3 milhões.

Assistência complementar à rede pública e apoio às ações de saúde com entes e instituições parceiras na Secretaria de Estado de Saúde (Sesa) – R$ 10 milhões; despesas com administração na Sesa e na Secretaria de Estado de Justiça (Sejus) – R$ 412,6 mil.  

Registro e expedição de CNH, administração, gestão e modernização da infraestrutura de serviços e tecnologia da informação do Detran na Secretaria de Estado de Segurança (Sesp) – R$ 7,8 milhões; modernização e reaparelhamento do sistema penitenciário na Sejus – R$ 1,8 milhão. 

Benefícios previdenciários do Fundo Financeiro no Instituto de Previdência dos Servidores do Estado do Espírito Santo (IPAJM) – R$ 114 milhões;

Pagamento de sentenças judiciais, no valor de R$ 46 milhões,  para suplementar os créditos necessários ao pagamento de acordos judiciais firmados com os sindicatos de servidores da educação, da saúde e do fisco estadual.

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