O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Erick Musso, abriu, nesta quarta-feira (16), uma sindicância para apurar a denúncia do ex-servidor do Poder Legislativo Francisco Félix da Costa Netto. O ex-assessor parlamentar afirmou que repassava parte de seus rendimentos para Marcus Alves, que também atuou na Casa como assessor do deputado Dary Pagung (PRP).
Alves estava lotado desde o ano passado na Casa Civil do Governo do Estado como assessor especial e foi exonerado está semana depois da denúncia. O ato de exoneração foi publicado no Diário Oficial dessa terça-feira (15). Francisco Felix registrou um boletim de ocorrência contra Alves na última sexta-feira (11), afirmando ter sido ameaçado pelo ex-assessor.
“A tolerância à ilegalidade, à imoralidade e aos desvios de conduta e de dinheiro público, nesta Casa, é zero! Reuni a minha equipe no início desta semana com a chegada do novo diretor-geral, e esse foi o primeiro dos meus pedidos”, disse Musso.
O presidente da Assembleia também enviou um ofício à chefe do Ministério Público Estadual (MPES), procuradora Elda Speedo, e ao chefe de Polícia Civil, delegado Guilherme Daré, colocando-se à disposição para colaborar nas investigações. “Estou me colocando à disposição da Polícia Civil e do Ministério Público para abrir os arquivos, a ficha funcional do ex-servidor ou fornecer qualquer outro tipo de informação sobre o denunciado, que também foi servidor de um dos gabinetes da Casa”.
O presidente da Casa reitera que desconhecia o fato: “A denúncia do ex-servidor é clara: era uma relação pessoal entre ele e Marcus Alves. E que, segundo o denunciante, não acontecia dentro do Palácio Domingos Martins. Mas são situações que não nos deixam dúvidas quanto à urgência de se eliminar esse tipo de prática da política”, concluiu Musso.

