Há cerca de 15 dias, o diretório estadual da Rede disse não ao deputado estadual Rodrigo Coelho, que pleiteava se transferir do PT para o novo partido. Mas o prefeito da Serra, Audifax Barcelos, que é a principal liderança do partido, parece não ter entendido o recado da base.
Na próxima semana, o deputado pretende protocolar seu pedido de desfiliação do PT, alegando incompatibilidade ideológica. Ele afirma que a saída é pacífica, ou seja, que o partido não vai cobrar na justiça o mandato do deputado.
Mas, se a saída de Coelho do PT parece estar pacificada, a entrada na Rede pode custar caro. Nos bastidores das articulações o comentário revelam atritos na cúpula da Rede. A saída do porta-voz do partido, Gustavo De Biase, do cargo que ocupava no Instituto de Previdência dos Servidores da Serra, aguça essa especulação.
Na semana passada, a base da Rede no sul do Estado se manifestou contraria à entrada do deputado petista no partido. A Rede já havia definido sua movimentação para a eleição municipal em Cachoeiro de Itapemirim. O nome de consenso para disputar a prefeitura é o do coordenador da nova sigla na região, professor Jonathan William.
O convite para que Rodrigo Coelho ingresse na Rede foi feita pelo próprio prefeito Audifax Barcelos, mas dentro do partido a repercussão não foi boa e a alegação é de que ele não se afinaria com a ideologia da Rede, mesmo argumento que o deputado tem usado para deixar o PT.
Outro elemento dessa migração de Coelho que também deve movimentar o mercado político está no PT. Embora ele diga que não há problemas para deixar a sigla, o partido não sinaliza toda essa tranquilidade para carimbar sua saída. Rodrigo Coelho está cotado para a disputa eleitoral do próximo ano em Cachoeiro. Ele, porém, tenta se afastar da imagem do atual prefeito Carlos Casteglione, que está no segundo mandato e em desgaste político.

