A bancada capixaba votou unida na Proposta de Emenda Constitucional (PEC) a favor do mandato de cinco anos para todos os cargos eletivos a partir 2022. A votação em primeiro turno aconteceu na noite dessa quarta-feira (10), na Câmara dos Deputados. O texto foi aprovado por 348 votos contra 110. Houve 3 abstenções. Na bancada capixaba, Sérgio Vidigal (PDT) se absteve das votações sobre o tempo de mandato e unificação das eleições. Marcus Vicente (PP) estava ausente na primeira votação.
Os demais deputados federais do Estado votaram favoravelmente à emenda. A proposta aprovada recebeu uma emenda aglutinativa à proposta da reforma política (PEC 182/07, do Senado), criando uma regra de transição.
O mandato de prefeitos e vereadores eleitos em 2016 continuará a ser de quatro anos. Nas eleições de 2018, os mandatos de deputados (distritais, estaduais e federais), de governadores e de presidente da República também serão de quatro anos.
Quanto ao projeto de unificação das eleições, a bancada votou de forma divergente. Os deputados Max Filhos (PSDB), Givaldo Vieira e Helder Salomão, do PT, se posicionaram contra o projeto. Já os deputados Lelo Coimbra (PMDB), Jorge Silva (Pros), Paulo Foletto (PSB), Evair de Melo (PV) e Manato (SD) votaram favoravelmente. Sérgio Vidigal (PDT) se absteve na votação e Marcus Vicente (PP) estava ausente.
O plenário rejeitou, por 225 votos a 220 emenda que previa a coincidência das eleições municipais e gerais. Com a aprovação do mandato de cinco anos, haverá pleitos a cada dois ou três anos. De acordo com a proposta, o tempo de mandato de senador, que é de oito anos ficaria bastante confuso. A proposta eleva de oito para nove anos o mandato dos senadores eleitos em 2018 e reduz de oito para cinco o mandato dos senadores eleitos em 2022.
Havia outras emendas que propunham a não realização de eleições em 2016, prorrogando os mandatos dos atuais prefeitos e vereadores por mais dois anos ou realizando uma eleição com mandato tampão de dois anos até 2018. Entretanto, com a rejeição da tese da coincidência, elas foram prejudicadas e não chegaram a ser votadas.

