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Bancada do PDT pressiona Rodrigo Coelho a aderir ao bloco de oposição

Ao deixar o PT e ingressar no PDT, o deputado estadual Rodrigo Coelho certamente não esperava uma mudança tão brusca de perfil dos parlamentares na segunda parte do mandato. Depois de ter retornado à Assembleia Legislativa, depois de passagem pela Secretaria de Assistência Social do governo Paulo Hartung, o deputado sofre pressão para aderir à frente parlamentar de oposição na Casa.
 
Na semana passada, houve uma reunião da bancada, que discutiu a saída do PDT da base do governo. Os deputados Josias Da Vitória e Euclério Sampaio decidiram reforçar o grupo de oposição, que já conta com os deputados Theodorico Ferraço (DEM), Sérgio Majeski (PSDB), Marcos Bruno (Rede) e os socialistas Bruno Lamas e Freitas.
 
Para garantir mais tempo de fala e de críticas, Josias da Vitória assumiu a liderança da sigla na Assembleia Legislativa. O deputado Euclerio Sampaio deixa a liderança e assume a vice-liderança. Com 20 minutos regimentais, no horário das lideranças, Da Vitória já entendeu que o caminho da base não é mais viável, deve endurecer o discurso, sobretudo na área da segurança.
 
Euclério Sampaio deve ajudar em questões pontais, como o caso da Terceira Ponte, sua bandeira de campanha. Mas está mais focado em críticas voltadas para a gestão em Vila Velha. Já Rodrigo Coelho não teria condições de aderir ao grupo de oposição, até pela experiência muito próxima no governo do Estado.
 
O deputado tem preferido se manter longe dos discursos contra o governo, mas tem conseguido emplacar emendas em projetos do Executivo, um movimento que o grupo da oposição não tem conseguido, sem o trânsito no Palácio Anchieta. A ida de Da Vitória e Euclério para a oposição tem um peso diferenciado, já que o PDT é uma das principais forças políticas da base do governo do Estado.
 
O deputado é vice-presidente do partido e teve uma participação muito forte nos municípios na campanha eleitoral do ano passado, o que pode ter um peso para o futuro. O PDT tem projeto presidencial, com Ciro Gomes e preferência de aliança com o PT, o que pode tirar os dois partidos do palanque de Hartung em 2018. Embora a conversa de Hartung tenda a se estabelecer com o presidente do partido, o deputado federal Sérgio Vidigal. O cacique pedetista, por ora, não tem intervindo no comportamento de seus correligionários na Assembleia.

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