A postura dos deputados federais capixabas já está definida, mas se eles acham que estão agradando a população, não estão. Nem os oito contrários ao impeachment, nem os dois do PT. A população parece não ter muita confiança na posição dos parlamentares e a expectativas é de que eles possam se complicar com a população.
Principalmente os deputados que podem disputar as eleições deste ano. Lelo Coimbra (PMDB), em Vitória; Max Filho (PSDB), em Vila Velha; Paulo Foletto (PSB), em Colatina; Sérgio Vidigal (PDT) na Serra; Helder Salomão (PT), em Cariacica; Givaldo Vieira (PT), na Serra e Jorge Silva (PHS), em São Mateus. Todos esses podem disputar, não estou dizendo que todos irão.
É que há uma clara divisão do eleitorado. Muita gente está insatisfeita com a situação, mas há os que defendem que o impeachment é golpe e os que não querem nenhum dos sucessores legais da presidência. Por isso, apostar em uma posição cravada e irreversível é complicado, traz danos inevitáveis como parte do eleitorado.
Os deputados que tanto se inspiram nas movimentações políticas de Paulo Hartung, não entenderam que o posicionamento do governador, neste momento, é o que oferece menor risco. Para fora, ele tergiversa, sai pela tangente, não crava postura alguma sobre o caso. Assim evita desgastes. Com a popularidade bem diferente de quando deixou o governo, todo cuidado é pouco.
Ao assumir uma posição, os deputados federais serão futuramente cobrados pelas consequências de seus atos. Se o governo continuar e a situação política piorar, os petistas serão cobrados – únicos da bancada que defendem a permanência de Dilma. Se houver a mudança e a situação não melhorar, os outros oito federais é que vão pagar o “pato”.
Fragmentos:
1 – Não colou a manifestação pró-impeachment na manhã desta sexta-feira (15), em Vitória. Mas a expectativa para o domingo (17), quando o afastamento será votado no Plenário da Câmara dos Deputados, é de que haja muita gente na rua.
2 – Mas também a expectativa é de que haja mais manifestações depois da decisão, se houver o afastamento. Isso porque, se a população não quer Dilma, também não quer o vice-presidente Michel Temer, muito menos o presidente da Câmara, Eduardo Cunha.
3 – O ex-governador Renato Casagrande pode até ser cotado para os ministérios de Temer, mas não sai do interior do Estado. Tem visitado vários municípios nos fins de semana.

