O deputado estadual Rodrigo Coelho está conversando com a Rede Sustentabilidade, preparando a sua migração do PT para o novo partido. Mas o processo não parece ser tão simples como parece. Dentro da Rede, há uma movimentação para tentar barrar a entrada do deputado no partido.
A ideia dos integrantes da Rede no sul do Estado é mobilizar os diretórios municipais para evitar a filiação do petista. Alguns filiados ameaçam deixar o partido caso seja aceito o pedido de filiação de depuatdo. A base promete, se for preciso, procurar a Executiva Nacional e a própria Marina Silva para vetar Coelho. A alegação é de que o deputado não tem afinidade programática com o estatuto, princípios e valores defendidos pela Rede.
Mas há também um conteúdo político incutido nessa história. Antes mesmo de obter o registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o partido já havia definido sua movimentação para a eleição municipal em Cachoeiro de Itapemirim, no sul do Estado, do coordenador da nova sigla na região, professor Jonathan William.
Nos meios políticos, é conhecida a movimentação de Rodrigo Coelho de saída do PT, buscando outro caminho político para disputar a eleição em Cachoeiro. Rodrigo sempre foi visto como o sucessor do prefeito Carlos Casteglione, que chega ao fim de seu segundo mandato no próximo ano.
Mas os desgastes políticos do partido aumentaram a rejeição à sigla na cidade, assim como a situação da prefeitura, em baixa, isso dificulta a candidatura de Rodrigo Coelho pelo PT. Por isso, o parlamentar está de saída para outra sigla. Ele chegou a conversar com o Pros, do deputado Jorge Silva, mas as conversas estariam mais adiantadas com a Rede.

