Pelo menos 11 deputados assinaram o requerimento para a criação de um bloco parlamentar para atuar na Assembleia. Autor da proposta, o deputado Enivaldo dos Anjos (PSD) acredita que a medida vai fortalecer as decisões do plenário da Casa. Nesta segunda-feira (15), o chamado blocão se reúne pela primeira vez, às 10 horas, para definir a presidência e a vice.
Além de Enivaldo dos Anjos, assinaram o documento o presidente da Mesa Diretora, Theodorico Ferraço (DEM), o segundo secretário Cacau Lorenzoni e os deputados Gilsinho Lopes (PR), Freitas (PSB), Josias Da Vitória (PDT), Bruno Lamas (PSB), José Esmeraldo (PMDB), Rafael Favatto (PEN), Marcelo Santos (PMDB) e Marcos Bruno (Rede).
A ideia é fazer um movimento suprapartidário e discutir mais profundamente as questões que envolvem o legislativo, como as votações de matérias, indicações para comissões e organização interna. O deputado cita a discussão de matérias do governo como um exemplo de que a atuação em bloco poderia ter ajudado no processo de discussão.
O governo, lembrou o deputado, enviou para a Assembleia, em 2015, 92 propostas, retirou sete e teve outras 85 aprovadas. A maioria, destaca, foi aprovada sem que houvesse um debate aprofundado e, em alguns casos, os parlamentares sequer conheciam detalhadamente os projetos que estavam aprovando.
Isso causa para o legislativo desgaste, pois as matérias aprovadas a toque de caixa, nem sempre são interessantes para a população, que cobra a postura do deputado. “Quem fica com o desgaste é o deputado”, afirmou Enivaldo
Sobre o processo de escolha da presidência da Casa, o deputado acredita que esse é um assunto que também pode ser discutido pelo grupo, mas que no momento não há ambiente para o debate, sobretudo em relação à possibilidade de uma PEC para garantir a reeleição do atual presidente, Theodorico Ferraço.
A criação do blocão, porém, parece ter incomodado o governo, já que corre nos bastidores a pressão palaciana para que os parlamentares retirem assinaturas do documento que institucionaliza o grupo. Os comentários são de que o governador em exercício César Colnago (DEM) e o líder do governo Gildevan Fernandes (PV) estariam procurando os deputados que assinaram o documento para convencê-los a esvaziar o movimento.
Enivaldo, porém, afirma que nenhum dos que assinaram voltaram atrás e que outros deputados estariam interessados em aderir ao blocão. Para a formação do bloco parlamentar é preciso o mínimo de seis deputados.

