Ruiu a base governista de10 partidos, formada depois da desistência à reeleição do governador Paulo Hartung (MDB). Divergências entre o deputado Amaro Neto (PRB) e o senador Ricardo Ferraço (PSDB), iniciadas no domingo, racharam o bloco nesta segunda-feira (16) com a retirada de representantes do PRB, PTB e Pros.
A debandada está favorecendo a senadora Rose de Freitas (Podemos) e o ex-governador Renato Casagrande (PSB), que concorrem ao governo. Casagrande apresentava nas últimas pesquisas ligeira vantagem sobre Hartung, o que teria motivado sua desistência à reeleição.
De um lado, Amaro Neto, que deve se coligar com Rose de Freitas, de outro Ricardo Ferraço, refazendo a dobradinha com Magno Malta, no palanque de Casagrande.
Os outros partidos que faziam parte da base aliada estão espalhados e devem se coligar com opositores do governo. Entre eles o PRB, Pros e PTB.
Dos quatro cotados para substituir Hartung na disputa ao governo, sobrou apenas o professor e empresário Aridelmo Teixeira, estreante na política e sem nenhuma densidade eleitoral. Os demais mantém seus projetos originais: César Colnago concorre à Câmara Federal e Ricardo Ferraço e Amaro Neto, ao Senado.
Racha
O bloco governista começou a rachar na noite de domingo. O vice-governador César Colnago retirou a candidatura ao governo, sendo substituído por Amaro Neto, abrindo uma vaga para acomodar Ricardo Ferraço na disputa ao Senado. O acerto, no entanto, foi desfeito nesta segunda-feira e integrantes do bloco estão se articulando com outras lideranças.
As divergências entre Amaro e Ricardo ficaram mais acirradas diante de fortes pressões do bloco de Hartung para forçar Amaro a aceitar a indicação para disputar ao governo.
Mantendo-se firme na pretensão de concorrer ao Senado, Amaro confirma que caminha para a formação de um bloco independente, embora ainda mantenha ligações com o Palácio Anchieta.
Isso não impede, no entanto, que seus interlocutores mantenham conversações com Renato Casagrande e, também, Rose de Freitas. O vice-governador César Colnago, depois de retirar o nome como postulante ao governo, manteve contatos com o ex-governador Renato Casagrande.