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Bode expiatório?

No almoço oferecido pelo presidente da Assembleia Legislativa aos colegas de Casa, nessa quarta-feira (3), em Vitória, foram servidos peixe assado e paleta de cordeiro, mas o que vem impedindo a digestão é a dúvida sobre a quem interessaria a fritura do líder do governo no Legislativo, Gildevan Fernandes (PMDB).
 
O peemedebista nunca foi uma unanimidade no Plenário, mas o que expirou do encontro dessa quarta é uma insatisfação que estaria se tornando insustentável na Assembleia, tanto na oposição quanto na base do governo. Em muitos casos, Gildevan vem pagando o pato por vacilos do próprio Executivo, da falta de interlocução com a Casa, em outros casos, falta ao líder um pouco de habilidade por parte do líder mesmo.
 
Mas daí a achar que a Assembleia, deliberadamente, faz um movimento para demonstrar insatisfação com o líder é estranho. Não essa Assembleia. Ainda que haja um grupo de valentes descontentes com o governo, a maioria ainda não ousaria enfrentar o governador Paulo Hartung dessa forma. O que leva a outra ponderação: não estaria vindo esse movimento do próprio Palácio Anchieta?
 
Por meio de seus interlocutores, o governo deixaria a coisa crescer no Plenário, fazendo parecer que a insatisfação vem da Assembleia. É que não ficaria bem o governador admitir que seu líder não é um grande articulador, poderia enfraquecer a imagem do Executivo com o Plenário, ainda mais em um momento de fragilidade do governador.
 
No meio de todas essas indagações se destacam duas figuras: a primeira é de Erick Musso (PMDB). O presidente da Casa, eleito na base, ex-vice-líder do governo, que tenta ocupar a lacuna que há hoje de interlocutor entre os deputados e o governo do Estado. Com o sumiço do secretário-chefe da Casa Civil, José Carlos da Fonseca Júnior, e a impossibilidade de mediação de Roberto Carneiro, deslocado do governo para a direção da Assembleia, Erick parece ter tomado para si a tarefa da interlocução.
 
Outra figura, que passa despercebida, mas que pode ser uma solução para o governo e para a Casa é o atual vice-líder, Jamir Malini (PP), sem grandes pretensões eleitorais nas bases de outros deputados, discreto e com um bom trânsito no Plenário, Malini é fiel ao governo e maleável com os deputados e, por enquanto, tem agradado todo mundo.
 
Fragmentos:
 
1 – “Estou confiante de que vamos conseguir mais do que os 308 votos. Estamos trabalhando firme para ampliar os apoios. O parecer do relator atendeu o conjunto das manifestações da sociedade e da grande maioria dos parlamentares”, a fala é do líder da maioria do governo na Câmara dos Deputados, Lelo Coimbra (PMDB).
 
2 – O site Agência Congresso procurou a bancada para comentar a denúncia do deputado Sérgio Majeski (PSDB) sobre o índice de 25% de investimento na educação que vem sendo mascarado pelo governo do Estado desde 2009 e quatro deles, elogiaram a iniciativa do tucano: Norma Ayub (DEM), Paulo Foletto (PSB), Helder Salomão (PT) e Lelo Coimbra (PMDB).
 
3 – O ex-governador Renato Casagrande (PSB) tentou sair pela tangente na história da não aplicação do índice constitucional, dizendo que a manobra não foi criada em seu governo. Tudo bem, mas foi em seu governo que os índices começaram a cair mais acentuadamente. Pedalou também.

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