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Briga política local contrapõe interesses dentro do Palácio Anchieta

A movimentação no município de Linhares (norte do Estado) chama a atenção pelo fato de opor aliados da cúpula palaciana do Estado. De um lado está o ex-prefeito do município, Guerino Zanon (PMDB), que é aliado do governador Paulo Hartung (PMDB). Do outro, o prefeito Nozinho Correa (PDT), que conta na queda de braço político com o apoio do presidente da Câmara de Vereadores, Niltinho Colega (PSDB), ligado ao vice-governador, César Colnago (PSDB).
Quando presidente do PSDB capixaba, Colnago tinha em Colega um nome forte para o partido no norte do Estado. Com a movimentação municipal, o vereador teria,  inclusive, consultado o vice-governador, de quem teria recebido carta branca para as articulações. 
O presidente do legislativo municipal é apontado nos meios políticos linharenses como um dos principais atores na movimentação que levou à rejeição das contas do ex-prefeito Guerino Zanon. A rejeição das contas complica a entrada de Zanon na disputa municipal do próximo ano, já que se trata de uma condenação colegiada, o que enquadra o peemedebista nas restrições da Lei Ficha da Limpa.
Além disso, Colega tem sido visto pelas lideranças locais como uma alternativa para o prefeito Nozinho no próximo ano. Isso porque, o prefeito teria dificuldades em garantir sua participação na disputa com o diretório municipal do PDT, que tem influência do ex-deputado Luiz Durão, que por sua vez teria pretensões eleitorais em Linhares em 2016.
As articulações no município revelam que do ponto de vista político, PMDB e PSDB não estão tão afinados como estavam em 2014. Os interesses municipais podem afastar os partidos no próximo ano. Linhares é um município eleitoralmente importante no norte do Estado, e diante da possibilidade de criar uma condição para a disputa da prefeitura, o PSDB faz os movimentos independentemente da relação palaciana. 
Quanto ao PMDB, seu nome na disputa é Guerino Zanon. Fora ele, o partido teria dificuldade em apresentar um quadro com o mesmo potencial eleitoral. 
Petição
Diante da ação da Câmara, disposta a rejeitar as contas do prefeito por indícios de irregularidade no Exercício de 2011, o ex-prefeito apresentou ao Tribunal de Contas do Estado (TCES) uma petição para ser ouvido no processo. O conselheiro Sérgio Borges recebeu o pedido e encaminhou para o Conselho, que vai deliberar sobre a possibilidade de ouvir Zanon. A definição do Tribunal havia sido de aprovação com ressalvas. 
Mesmo com o processo em andamento, a Câmara entendeu que o julgamento do caso era político e, portanto, cabia ao Legislativo municipal a decisão. Mas a se houver reviravolta no caso, Zanon pode reverter a situação na Justiça. 

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