Denunciado por ter participado de uma confusão em um motel de Aracruz, norte do Estado, o vereador Beto Negueiro (PRB) foi absolvido nessa quinta-feira (14) no processo aberto na Câmara por quebra de decoro parlamentar. A alegação dos 12 vereadores que votaram a favor dele foi “inconsistências nos depoimentos”.
Beto se envolveu numa polêmica em agosto deste ano num motel, que gerou desgastes à imagem da Casa. Segundo a denúncia, depois de ter acertado o pagamento de R$ 800 a um homem para que deixasse sua esposa fazer sexo com ele, houve um desentimento que acabou em briga, com um agravante: acionada pela gerêncoa do estabelecimento, a polícia encontrou no carro e na suíte, embalagens vazias de drogas, que foram apreendidas.
Na época, diante da forte repercussão negativa do caso, a própria Mesa Diretora da Câmara abriu a sindicância para investigar a conduta do vereador, acatada por unanimidade. Mas o próprio presidente da Casa, Alcântaro Filho (Rede), votou agora para proteger o mandato do vereador.
Além dele, se posionaram contra a cassação os vereadores Marcelo Nena (PSL), Paulo Flavio (PRB), Adeir do Gás (PTB), Bibi Rossato (PSL), Carlinhos de Josiel (PRP), Monica Cordeiro (PDT), Toni Loureiro (PP), Celso da Farmácia (PRB), Romildo Broetto (PV), Ronivaldo Cravo (PRP) e Carlito Candin (PRP). Não compareceram à sessão Fábio Netto (PCdoB) e Lula (PRTB). Eles seguiram o relator da comissão de sindicância, Celso Dias (PRB).

