O fechamento da maternidade do Hospital Rio Doce, na última quarta-feira (1), motivou a criação de uma CPI na Câmara de Linhares, no norte do Estado, para apurar a aplicação das verbas recebidas pela Fundação Beneficente Rio Doce, entidade mantenedora do Hospital Rio Doce, no período de 2008 a 2015.
O requerimento solicitando a criação da CPI foi feito pelo vereador Juninho Freiris (PP). A CPI terá um prazo de 90 dias, prorrogável por igual período por uma vez, para conclusão da apuração.
De acordo com o vereador, a CPI é para fiscalizar as verbas federais, estaduais e municipais aplicadas no hospital: “Como está sendo empregado o dinheiro, quais procedimentos, quem faz, quais os valores pagos aos médicos mensalmente, enfim, a prestação de contas pela fundação”.
O vereador lembrou que em 2014, a Fundação Beneficente Rio Doce recebeu valores acima de R$ 20 milhões. Nos últimos três meses, os repasses foram superiores a R$ 3 milhões.
A maternidade do Hospital Rio Doce foi fechada por falta de repasse financeiro da Prefeitura de Linhares e a não assinatura do convênio de urgência e emergência. O valor da dívida da Prefeitura com o hospital gira em torno de R$ 2 milhões.
Os médicos denunciam falta de pagamento há oito meses. O fechamento da maternidade também foi comunicado ao Conselho Regional de Medicina e ao Ministério Público do Espírito Santo.

