A Câmara de Linhares, no norte do Estado, derrubou nessa segunda-feira (6) quatro vetos do prefeito Guerino Zanon (PMDB) à Casa. A situação chama atenção, já que dez dos 13 vereadores foram eleitos na chapa do prefeito. Mesmo com a ampla maioria, há sinais de atrito entre o Legislativo e o Executivo.
Dos vetos derrubados, dois são do vereador Tarciso Silva, do PSB, partido que apoiou na disputa do ano passado a candidatura de Rodrigo Panetto à prefeitura. O primeiro projeto, que será agora promulgado pela Câmara, é o que prevê a proibição da cobrança da taxa ou tarifa de esgoto e a efetiva prestação do serviço em sua totalidade no âmbito do município.
Outro veto do prefeito, alegando inconstitucionalidade, tentava barrar a matéria que determina a suspensão referente à contribuição para o custeio do serviço de iluminação pública em logradouros que não dispõem desse serviço no âmbito do município.
Também foi derrubado o veto ao projeto do vereador Gelson Suave, do PSC, partido que fez parte da coligação que apoiou Guerino Zanon, que dispõe sobre o programa de vacinação domiciliar de idosos e pessoas com necessidades especiais no âmbito do município de Linhares. Além dele, foi derrubado o veto ao projeto do vereador Tobias Cometti (PSDC), também integrante da base, que determina o envio de informação à Câmara de Linhares sobre licenças ambientais e dá outras providências.
Para os meios políticos locais, o problema de relacionamento do prefeito com a Câmara está justamente no tamanho da base, o que impediria a acomodação das lideranças e o equilíbrio das forças políticas no município. Na eleição de 2016, Zanon teve o apoio de 18 partidos em seu palanque, que abrigou cerca de 180 candidatos a vereador. Agora estaria difícil acomodar tanto os eleitos quanto os não eleitos.
Além do PMDB, apoiaram a candidatura de Zanon PSDB, PSL, DEM, PRB, PR, PSDC, SD, PROS, PTN, PRP, PMN, PMB, PDT, PPL, PTdoB, PSC e PEN.
Desses elegeram vereadores o SD (Ricardinho da Farmácia e Joelson Celestini); PSC (Edmar Vitorazzi e Gelson Suave); PSDC (Rosinha Guerreira e Tobias Cometti); PDT (Carlos Almeida); PRP (Rogerinho do Gás); PRB (Jean Meneses) e o PMDB, que reelegeu Amantino.
No Palanque da deputada estadual Eliana Dadalto, apenas Estefano Silote (PHS) se elegeu. O palanque de Rodrigo Paneto elegeu dois vereadores: Marcelo Pessotti (PPS) e Tarcisio Silva (PSB). O PSD e a Rede, que apoiaram Dr. Cardia não elegeram vereadores, assim como o PT, que apoiou Professor João.

