O PT de Vitória vai seguir a tendência nacional de lançar nomes próprios nas disputas eleitorais deste ano. A escolha do nome de Perly Cipriano para Vitória segue a tendência das 19 outras capitais que vão lançar candidatura própria. O objetivo é retornar o partido às origens e fazer a defesa do legado do PT.
Este é o maior número de candidaturas do partido desde 2004, quanto teve 23 nomes na disputa. Aquele foi também um dos melhores anos do PT no Estado, quando conquistou duas importantes cidades: Vitória e Cariacica, com João Coser e Helder Salomão, respectivamente.
Eles conseguiram se reeleger em 2008 e o partido ganhou outras duas cidades estratégicas, Cachoeiro de Itapemirim, com Carlos Casteglione, e Colatina, com Leonardo Deptulski. O prognóstico nos meios políticos para este ano, porém, é de que o PT fique muito distante desse patamar.
Daí a importância de ocupar o espaço político neste momento. No caso de Vitória, a situação tem também outras nuanças. A cidade foi uma das primeiras a serem administradas pelo partido, com Vítor Buaiz, de 1989 a 1992. E depois com João Coser de 2005 a 2012. O partido sempre teve uma parcela considerável do eleitorado na cidade e nisso que aposta para levar à frente uma candidatura que visa a defender seu espaço político.
Segundo matéria publicada na última quinta-feira (21) pelo jornal Valor Econômico, o partido pretende também trazer oxigenação para as disputas. Dos 20 nomes colocados para a eleição deste ano, 11 vão disputar pela primeira vez.
No Estado, a situação seguiu um caminho diferente. O professor Max Dias apresentou seu nome com esse objetivo, de ser uma novidade para oxigenar o partido. Mas a maioria do diretório municipal, influenciada também pela estadual, preferiu apostar na experiência para a tarefa deste ano. Por isso, o PT vai apostar na candidatura de Perly Cipriano.
Como já participou tanto na gestão do PT na prefeitura, como chefe de gabinete de Vítor Buaiz, como no governo federal, como subsecretário de Direitos Humanos da Presidência da República, conhece e pode advogar pelas duas instâncias.
Essa articulação servirá de plataforma para a defesa do legado de Lula e Dilma com uma visão mais ampla, como estratégia de fortalecimento do PT para a corrida eleitoral de 2018.
Ainda segundo o Valor, nacionalmente, a orientação é para que partido retome a estratégia de alianças prioritárias da esquerda nos grandes municípios e o lançamento do maior número possível de candidaturas próprias, o que era usual até chegar ao governo federal, em 2003.
Em Vitória, essa tendência deve se repetir, até pela própria configuração do cenário eleitoral em Vitória, com os partidos se aglomerando, sobretudo em torno dos palanques do deputado estadual Amaro Neto (SD) e o do prefeito Luciano Rezende (PPS).
De acordo com o Valor Econômico, o afastamento de Dilma facilitou essa busca do PT por parceiros mais alinhados com a proposta ideológica, já que livrou o partido da obrigação de se coligar com aliados da esfera federal, como PMDB, PSB e PR, o que aconteceu em 2012. Neste ano, o PT cedeu nas capitais apenas para PCdoB, PDT e PTB.

